J.K. Rowling participará de inquérito sobre grampos telefônicos

Além da autora de Harry Potter, Hugh Grant está entre os 50 participantes do inquérito sobre os padrões do The News of the World

iG São Paulo |

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A escritora J.K. Rowling estará entre os participantes do inquérito público (14/7)
A autora da saga Harry Potter, J. K. Rowling; o ator Hugh Grant e os pais da menina desaparecida Madeleine McCann estarão entre os mais de 50 "participantes principais" de um inquérito público sobre os padrões de imprensa estabelecidos após o escândalo das escutas ilegais que envolveu o braço britânico dos jornais do magnata Rupert Murdoch.

Eles estão em uma lista de políticos, celebridades e esportistas que se inscreveram e foram incluídos na relação anunciada nesta quarta-feira pelo juiz Brian Leveson, que está à frente do inquérito judicial. Todos afirmaram que tiveram os telefones grampeados, foram alvos de notícias erradas ou de invasão de privacidade pela imprensa.

Como participantes, eles terão direito de ser representados por um advogado na primeira parte da investigação e de pedir que sejam feitas perguntas às testemunhas. O News International, braço britânico da News Corp , de Murdoch, que está no centro das acusações de grampo, também terá o status de participante principal.

Entre outros nomes conhecidos que constam na lista de participantes do processo estão o ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley, a atriz Sienna Miller e o ex-jogador de futebol inglês Paul Gascoigne.

O inquérito foi aberto pelo premiê David Cameron em 13 de julho, que prometeu uma exaustiva análise das práticas ilegais do tabloide, após as acusações de escutas telefônicas do jornal News of the World ganharem atenção da mídia. O News International fechou o jornal em meio à revolta por causa das acusações de que os jornalistas da publicação haviam pago investigadores para que grampeassem as mensagens de voz de vítimas assassinadas.

Esta primeira fase da investigação se caberá das práticas realizadas pela imprensa, a cultura e a ética dos meios de comunicação e a sua relação com os políticos e a polícia, além de abordar o caso das vítimas.

A segunda parte será aprofundada mais especificamente nos casos dos grampos telefônicos praticados pelo jornal. No entanto, essa fase só pode começar depois de terminada a investigação policial em curso, cuja data da conclusão não foi determinada.

Em julho, o juiz Leveson admitiu que era possível que sua equipe não conseguisse cumprir o prazo de 12 meses estabelecido pelo governo para o fim do trabalho, dada a grande quantidade de detalhes que deverão ser considerados. O The News of the World realizou durante anos, aparentemente de forma sistemática, uma espionagem de telefones celulares de famosos, jornalistas e outras pessoas com o objetivo de conseguir reportagens exclusivas.

Novo depoimento

O filho de Rupert, James Murdoch , presidente da News Corporation na Europa e na Ásia, será convocado a prestar novo depoimento à comissão parlamentar britânica que investiga o caso.

Em um primeiro depoimento à comissão, em julho, James Murdoch negou estar ciente da existência de um e-mail que demonstrava que as escutas no News of the World não tinham sido feitas por apenas um repórter, mas, sim, eram uma prática generalizada.

Mas outras duas testemunhas, o ex-redator do jornal Colin Myler e o ex-advogado da News International, braço britânico da News Corp, Tom Crone, asseguraram em duas ocasiões diante da comissão que informaram o presidente da companhia sobre esta mensagem durante uma reunião em 2008.

Potencial sucessor de seu pai à frente da News Corp, James Murdoch dirige todas as atividades do grupo familiar na Europa e na Ásia, e também preside desde 2007 a plataforma de televisão por satélite britânica BSkyB.

* Com AFP, EFE e Reuters

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