Jintao pede máximo esforço em resgate de vítimas de terremoto

Pequim, 17 mai (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, pediu hoje, na localidade de Wenchuan, epicentro do terremoto de segunda-feira que causou quase 29 mil mortes, que sejam intensificados os esforços para salvar os soterrados.

EFE |

Ao mesmo tempo, milhares de pessoas eram retiradas temendo o transbordamento de um rio da região em que foi registrado o tremor.

Cinco dias depois do terremoto de 7,8 graus, pelo menos três pessoas foram resgatadas com vida dos escombros neste sábado. Um dos que foram salvos pelos soldados foi um turista alemão que passou 114 horas soterrado.

Três horas depois, dois homens, Zhao Fugui, de 69 anos, e Ji Zhongshan, de 52, também foram resgatados no distrito de Beichuan e levados imediatamente para um hospital com fortes sintomas de desidratação, informou a agência "Xinhua".

Apesar da busca de sobreviventes ser uma corrida contra o tempo, a prioridade deve ser salvar vidas, disse Hu às equipes de resgate, todas das Forças Armadas de China, Japão, Coréia do Sul, Cingapura e Rússia.

Outros países ofereceram equipes civis de ajuda humanitária, como a Espanha, o Chile e o México, mas Pequim não respondeu às ofertas.

O número oficial de mortos subiu hoje para quase 29 mil. Já o de feridos, que inclui os cerca de 13 mil em estado crítico, é de quase 200 mil.

Por sua vez, a quantidade de casas danificadas pelo terremoto chega a 15,6 milhões, enquanto o número de imóveis destruídos é de 3,13 milhões.

Por enquanto, segundo o Ministério da Saúde, não foram registrados surtos de epidemias nas regiões devastadas, onde é crítica a falta de remédios e 34 mil profissionais sanitários trabalham sem parar.

Também neste sábado, um avião da Força Aérea Espanhola, o segundo a chegar à China, aterrissou hoje no aeroporto de Chengdu, capital de Sichuan, com sete toneladas de material médico-sanitário e produtos solicitados pelas autoridades chinesas.

O primeiro avião com ajuda veio da Rússia, e, até amanhã, devem chegar outros dois, vindos da França e da Itália, respectivamente.

Por causa dos riscos de transbordamento do rio Qingzhu, perto de Hongguang, os especialistas e militares que participam dos trabalhos de resgate na localidade de Qingchuan decidiram evacuar mais de 2 mil pessoas, 46 delas gravemente feridas.

Segundo a agência "Xinhua", vários deslizamentos de terra decorrentes do terremoto impediram o escoamento do rio, fazendo-o acumular 10 milhões de metros cúbicos de água.

Soldados chineses também resgataram 18 membros da Academia de Ciências da China (ACCh) que estavam presos em uma floresta do distrito de Mianzhu, próximo ao epicentro do terremoto.

Quando a tragédia aconteceu, os especialistas, do Instituto de Biologia de Chengdu, pertencente à ACCh, participavam de uma expedição científica nas florestas, a um quilômetro do povoado de Qingping, em Mianzhu.

Para os trabalhos de resgate, Pequim mobilizou mais de 130 mil militares. Paralelamente, não pára de chegar ajuda à China, não só da população do país, mas também de Governos e empresas internacionais.

A companhia espanhola Telefônica anunciou a doação de um milhão de euros para as crianças desabrigadas, enquanto a gigante americana do petróleo Chevron doou US$ 1,4 milhão à Cruz Vermelha. A mesma quantia vai ser disponibilizada pela fábrica de cimentos Lafarge Shui. EFE pc/rb/sc

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