Jimmy Carter visita Gaza para pedir novamente o fim da violência

O ex-presidente americano Jimmy Carter visita nesta terça-feira a devastada Faixa de Gaza, onde se reunirá com dirigentes do movimento islamita Hamas, depois de pedir que Israel suspenda o bloqueio contra o território palestino.

AFP |

"Isso é muito angustiante para mim", declarou aos jornalistas enquanto observava uma escola destruída durante a guerra de 22 dias que Israel lançou em Gaza em 27 de dezembro passado em resposta ao lançamento de foguetes contra a fronteira israelense.

"Preciso conter as lágrimas quando vejo a destruição deliberada que foi lançada contra esse povo", acrescentou. "Essa escola foi destruída deliberadamente por bombas de F16 fabricados em meu país", admitiu ainda.

"A única forma de evitar que esta tragédia se repita é conseguir que os palestinos e Israel acertem uma paz genuína", destacou o ex-presidente, que conduziu o histórico acordo de paz de 1979 entre o Estado hebreu e o Egito.

Carter se reunirá com Ismail Haniyeh, o primeiro-ministro do Hamas, que controla a Faixa de Gaza e é considerado um grupo terrorista por Israel e o Ocidente.

Também deve pronunciar um discurso no quartel-general da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

No fim de semana, Carter afirmou que Israel está no caminho para um confronto com seu principal aliado, Estados Unidos, no tema das colônias na Cisjordânia se não acabar com sua expansão, segundo declarações divulgadas pelo jornal israelense Haaretz.

Questionado sobre se o Estado judaico se dirige para uma "colisão frontal" com os Estados Unidos neste tema se não aceitar as exigências norte-americanas, Carter respondeu afirmativamente.

O princípio de "dois Estados é insignificante comparado (ao das) colônias", acrescentou, em referência à criação de um Estado palestino para a obtenção da paz entre israelenses e palestinos.

jbj/cn/fp

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