Jimmy Carter quer voltar à Bolívia para colher coca com Morales

La Paz, 2 mai (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter quer voltar à Bolívia para as eleições gerais de dezembro e aproveitar para colher folha de coca em Chapare, em resposta a um convite feito hoje pelo presidente boliviano, Evo Morales.

EFE |

Dentro de sua viagem pela América do Sul, Carter se reuniu hoje, em La Paz, com Morales, a quem conhece desde que este era apenas dirigente cocaleiro e com quem desenvolveu uma amizade da qual o ex-líder americano disse estar "muito orgulhoso".

Em um comparecimento sem perguntas à imprensa, Morales lembrou que, antes de ser presidente, Carter "fez muitas gestões" por ele e pela Bolívia, e que inclusive o convidou a sua casa na Geórgia para conhecer sua família.

"Ele me fez colher amendoim em sua terra, em Atlanta, e agora eu o convido ao Chapare para colher coca", disse Morales, após confessar seu respeito e admiração a Carter.

O ex-presidente dos EUA expressou seu desejo de visitar a região central de Chapare, reduto cocaleiro de Morales, para colher folha de coca junto com o governante em sua próxima visita à Bolívia.

Essa visita poderia ser no final de ano, já que Carter também manifestou sua intenção de voltar à Bolívia como observador para as eleições presidenciais de 6 de dezembro, nas quais Morales tentará a reeleição.

Sobre o processo eleitoral, Carter se mostrou certo de "que será a expressão mais clara da vontade do povo", e se comprometeu a "continuar os esforços para tudo aquilo que o presidente da República (da Bolívia) solicitar".

Em várias ocasiões, o Centro Carter enviou missões de observação à Bolívia para processos eleitorais, como o referendo revogatório sobre mandatos realizado em 10 de agosto de 2008 e a consulta sobre a nova Constituição, de 25 de janeiro.

Após seu encontro com Morales, Carter viajará ainda hoje à cidade de Santa Cruz, onde deve se reunir com o governador dessa região, o opositor Rubén Costas, e seus aliados de Beni, Ernesto Suárez; Chuquisaca, Savina Cuéllar; e Tarija, Mario Cossío. EFE sam/an

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