Jimmy Carter diz que manter 1,6 milhão de palestinos em Gaza é crime

Londres, 25 mai (EFE).- Manter 1,6 milhão de palestinos presos na Faixa de Gaza é um dos piores crimes contra os direitos humanos que pode ser cometido atualmente, disse hoje o ex-presidente americano Jimmy Carter.

EFE |

Em um discurso no festival literário de Hay (Gales), o prêmio Nobel da paz afirmou que "não há razão alguma para tratar esse povo dessa forma".

Perguntado se a Grã-Bretanha e a União Européia (UE) deveriam fazer mais do que fazem para ajudar os palestinos, Carter respondeu: "Deveriam fazer o que eu faço".

Os europeus "deveriam fomentar a formação de um Governo de unidade que inclua o Hamas e o Fatah".

"Deveriam pedir ao Hamas para que ordene um cessar-fogo apenas em Gaza, como um primeiro passo. Deveriam encorajar Israel e o Hamas a chegar a um acordo sobre troca de prisioneiros e, como passo seguinte, Israel deveria fechar um acordo de cessar-fogo na Cisjordânia, que é território palestino".

"Acho que os europeus deveriam trabalhar ativamente para a consecução desses objetivos", afirmou o ex-presidente democrata.

Carter também recomendou ao atual Governo americano que estabeleça conversas com Teerã.

Em sua opinião, é improvável que o Irã anuncie, antes dos próximos dois anos, que está em posse de armamento nuclear.

"Temos que confiar, pelo menos até certo ponto, que os iranianos são seres humanos racionais, que têm tanto bom senso como os que estão reunidos nesta sala", disse Carter.

"Precisamos falar agora mesmo com o Irã e continuar depois nossas conversas com eles para que eles vejam quais são os benefícios e quais as desvantagens de continuar seu programa nuclear", acrescentou o ex-presidente.

Sobre a retirada das tropas americanas do Iraque, Carter disse que o prazo para que isso seja feito não é o mais importante, mas sim que quando ocorra seja definitivo.

"Não me importa se será um ano ou cinco, ou uma data intermediária. O importante, afirmou, é que o mundo, e especialmente os iraquianos, saibam que uma vez cumprido esse prazo, vamos sair de lá", completou. EFE jr/fb

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