Jimmy Carter diz que EUA podem levantar sanções à Síria no futuro

Damasco, 11 jun (EFE).- O ex-presidente americano Jimmy Carter disse hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer relações plenas com a Síria, que incluiriam, no futuro, a suspensão das sanções impostas a este país árabe.

EFE |

Em entrevista coletiva depois de se reunir, em Damasco, com o presidente sírio, Bashar al-Assad, Carter afirmou que a Administração de Obama quer desenvolver "relações de cooperação e de amizade" com a Síria.

A Casa Branca anunciou, em 8 de maio, que estenderia por um ano as sanções contra a Síria, devido a "graves preocupações" geradas "por seu comportamento e suas atividades no mundo".

As sanções foram impostas pela primeira vez em 2004 por considerar a Síria um Estado patrocinador do terrorismo. Foram estendidas em 2006 e endurecidas no ano seguinte.

No entanto, desde que Obama chegou à Presidência dos EUA, Washington iniciou um diálogo diplomático direto com Damasco, mas há grandes diferenças em assuntos como o apoio da Síria a grupos como o libanês Hisbolá ou o palestino Hamas, cujo escritório político fica na capital síria.

Segundo Carter, as relações que Washington que manter com Damasco devem ser baseadas na cooperação, o que significa também a nomeação de um embaixador americano em Damasco.

"Acho que os Estados Unidos responderão de uma maneira adequada a qualquer passo positivo tomado pela Síria", acrescentou.

Segundo um comunicado da Presidência síria, Carter destacou, durante sua reunião com Assad, que Damasco "desempenha um papel-chave na região".

Assad reiterou o compromisso de seu país com uma paz na região que inclua a "liberação dos territórios árabes ocupados." Neste sentido, Carter insistiu em que os Estados Unidos devem estar envolvidos no processo de paz no Oriente Médio, e que Obama deve colocar uma data limite para alcançar um acordo entre Israel e os palestinos, de um lado, e entre o Estado judeu e Síria, de outro.

Carter disse aos jornalistas que deve se reunir hoje com dirigentes do Hamas em Damasco.

O ex-presidente americano disse que a Administração de seu país buscará caminhos para discutir com os dirigentes do grupo islâmico, e acrescentou que "a paz entre os palestinos e os israelenses não será alcançada sem o envolvimento direto do Hamas". EFE gb/an

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