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Jimmy Carter defende possível encontro com representantes do Hamas

Washington, 13 abr (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz de 2002, Jimmy Carter, defendeu a possibilidade de se reunir com o grupo radical palestino Hamas na Síria durante sua visita esta semana ao Oriente Médio, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Em entrevista ao programa "This Week", da rede "ABC", exibida hoje, Carter disse que ainda não confirmou a agenda de sua escala na Síria, mas que é provável que se reúna "com os líderes do Hamas", algo com o qual está "bastante confortável".

"Acho que ninguém duvida que, se Israel vai conseguir paz e justiça em suas relações com seus vizinhos, os palestinos, o Hamas terá que estar incluído no processo", disse o ex-presidente americano.

Segundo Carter, "é muito importante que pelo menos alguém se reúna com os líderes do Hamas para expressar seus pontos de vista, determinar sua flexibilidade, tentar convencê-los a interromper todos os ataques contra civis inocentes em Israel e cooperarem como grupo para unir os palestinos, talvez um cessar-fogo".

A possível reunião de Carter com o líder político do Hamas, Khaled Meshaal, foi muito criticada pelo Departamento de Estado americano, que desaconselhou o encontro.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse na sexta-feira que não vê "o que se pode ganhar" com um encontro com o Hamas, grupo que o Governo dos EUA inclui em sua relação de organizações terroristas.

Carter desempenhou um papel importante no Oriente Médio como presidente (1977-1981), e em 1978 intermediou os Acordos de Camp David, o tratado de paz entre Egito e Israel.

Desde então, adotou uma posição mais crítica sobre Israel, que teve como auge a publicação de um livro em 2006 no qual acusa o Estado judeu de manter um sistema de "apartheid" nos territórios palestinos.

Os EUA apóiam o grupo palestino moderado Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e que controla a Cisjordânia.

O Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza em junho do ano passado após confrontos com o Fatah. Desde então, Israel bloqueia o acesso à Faixa, onde só entram produtos de primeira necessidade. EFE mv/wr/an

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