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Jimmy Carter defende em Israel o diálogo com Síria e Hamas

O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter defendeu nesta segunda-feira, em Israel, o diálogo com a Síria e com o movimento islamita Hamas, apesar das críticas recebidas por parte de Washington.

AFP |

"Considero que é absolutamente crucial que o Hamas e a Síria estejam envolvidos em um acordo final de paz, sonhado e desejado pela região", assegurou Carter, após um encontro com representantes econômicos israelenses na cidade de Lod.

"Inclusive, não estando em um papel de negociador ou de mediador, espero que possamos levar que o conjunto dos palestinos assine um cessar-fogo e fazer avançar a paz à justiça", acrescentou Carter, que no final de semana deve se encontrar com o líder do Hamas, Jaled Mechaal.

Esse encontro foi duramente criticado pelos governos israelenses e dos Estados Unidos. "Tenho dificuldades para compreender o que poderíamos ganhar discutindo sobre a paz com o Hamas, quando o Hamas é o principal obstáculo para a paz", declarou na sexta-feira a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Os dois candidatos democratas à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton, também condenaram nesta segunda-feira essa reunião e classificaram o Hamas de "organização terrorista" que deveria ser isolada pela comunidade internacional.

Carter, que chegou no domingo a Israel para efetuar um giro de nove dias pela região, com o objetivo de avançar o processo de paz entre israelenses e palestinos, não foi recebido por nenhum membro do governo hebreu.

Israel e os Estados Unidos consideram o Hamas uma organização terrorista.

Carter, que promoveu um acordo de paz entre o Egito e Israel em 1979 e que venceu o Nobel da Paz em 2002, visitou nesta segunda-feira a cidade de Sderot (sul de Israel), que é frequentemente alvo dos foguetes lançados de Gaza.

jk-hsa/fb

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