Jihad revida ação de Israel lançando foguetes e viola trégua

O movimento palestino Jihad islâmica em Gaza atirou nesta terça-feira dois foguetes contra o território israelense, na primeira violação da trégua com o Estado Hebreu, em vigor desde 19 de junho.

AFP |

A Jiha alegou que os disparos foram uma resposta contra o assassinato de um membro das Brigadas al-Qods, seu braço armado.

Já antes da aurora, um morteiro foi lançado da Faixa de Gaza e caiu do lado israelense da barreira de segurança entre os dois territórios, sem deixar vítimas, de acordo com o exército hebreu. O ataque não foi reivindicado.

O movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, imediatamente reafirmou seu compromisso em respeitar o acordo de cessar-fogo assinado com Israel, com mediação do Egito.

"Reafirmamos o nosso respeito pela trégua e nossos esforços para que ela prossiga e tenha êxito", declarou à AFP Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas, pedindo que "o Egito e as partes envolvidas façam pressão nos ocupantes sionistas de modo que parem com seus crimes".

Os dois foguetes das Jihad islâmica caíram sobre a região de Sdérot, a cerca de 5 km da Faixa de Gaza, disse um porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, sem informar se há vítimas.

Um dos artefatos caiu no quintal de uma casa, provocando estragos, enquanto que o segundo explodiu em um campo próximo dessa localidade, precisou.

Trata-se da primeira violação da trégua entre o Hamas e Israel. O cessar-fogo, contudo, não é aplicável na Cisjordânia.

"A Jihad islâmica afirma que o tiro desses foguetes ocorreu como resposta natural contra o assassinato de um membro das Brigadas al-Qods (o ramo armado da Jihad), Tarek Abou Ghali, e de Iyad Khanfar", declarou o grupo em um comunicado.

"O assassinato do membro das Brigadas al-Qods provocará uma resposta contra as cidades de Ashkelon e Sdérot", acrescentou.

Mais cedo, um membro da Jihad islâmica, Tarek Abou Ghali, de 24 anos, e um estudante da universidade Al-Najah, Iyad Khanfar, de 21 anos, foram mortos em Nablus, na Cisjordânia, por membros de uma unidade especial israelense disfarçados, de acordo com fontes palestinas.

Um porta-voz militar israelense confirmou a morte do responsável da Jihad islâmica, afirmando que ele era procurado por "ter realizado atentados" contra Israel, além de ser suspeito de planejar novos.

De acordo com o porta-voz, ele foi morto "em uma troca de tiros" com uma unidade israelense que iria capturá-lo. Um fuzil automático e bombas foram encontrados no seu apartamento. O segundo morto era o assistente de Tarek Abou Ghali, acrescentou.

Após essas mortes, a Jihad islâmica havia ameaçado neutralizar o coração "da entidade sionista".

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, indicou que "qualquer ataque vindo da Faixa de Gaza é uma violação flagrante do acordo concluído com o Egito".

Esses distúrbios coincidiram com uma cúpula entre o presidente egípcio Hosni Moubarak e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert em Sharm el-Sheikh, no Egito, onde discutiram a trégua em Gaza.

Pelo menos 518 pessoas, a maioria palestinos - geralmente membros de grupos armados -, foram mortas desde a reativação das negociações de paz entre as duas partes em novembro de 2007, em Annapolis, nos Estados Unidos, de acordo com uma contagem feita pela AFP.

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