Jihad Islâmica pede que outras facções reconsiderem trégua com Israel

Gaza, 6 set (EFE).- A Jihad Islâmica pediu hoje que as outras facções palestinas reconsiderem seu compromisso de trégua com Israel na Faixa de Gaza iniciada há dois meses e meio.

EFE |

"Israel não está comprometido com a trégua. A Jihad Islâmica expressa seu insatisfação com este frágil cessar-fogo", disse Ibrahim al-Najjar, um dos dirigentes do grupo em Gaza.

Najjar acredita que, embora a trégua agüente seus seis meses de duração prevista, as milícias se negarão a renová-la, porque "a ocupação (israelense) é a parte que sai beneficiada" deste acordo, enquanto "os palestinos continuam sofrendo o bloqueio e o fechamento das passagens fronteiriças".

O cessar-fogo em Gaza, iniciado em 19 de junho, se caracterizou até agora por quedas pontuais de foguetes Qassam e bombas no sul de Israel, seguidas do fechamento das fronteiras por Israel em resposta.

Alcançado com mediação egípcia, a interrupção de hostilidades não está em vigor na Cisjordânia.

Segundo esse acordo, as milícias palestinas têm que parar de lançar foguetes e bombas contra Israel, que deve, por sua parte, suspender as operações militares na Faixa de Gaza e levantar progressivamente o bloqueio a esse território, que começou após a tomada pelo Hamas, em junho de 2007.

Antes da trégua, Israel só permitia a entrada em Gaza de cerca de 40 caminhões de mercadorias.

Agora, entram na Faixa de Gaza o dobro de caminhões, no entanto, ainda longe dos 400 que chegavam antes que Israel impusesse um bloqueio ao território palestino.

As milícias palestinas acham que o levantamento do bloqueio e abertura das passagens fronteiriças está indo muito devagar e, portanto, que Israel não está cumprindo sua parte do trato.

"Israel ainda proíbe a entrada de bens essenciais, como ferro, cimento e matérias-primas. Só permite que chegue comida e bebida, porque beneficia os comerciantes israelenses", denunciou Najjar.

Israel também descumpriu o cessar-fogo com disparos contra agricultores palestinos - que se encaminhavam para cultivar suas terras perto da cerca entre Gaza e o Estado judeu - ou, como hoje, contra pescadores, pois a Marinha israelense controla o espaço marítimo de Gaza. EFE sar/an

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