Jihad Islâmica anuncia fim de lançamento de foguetes contra Israel

Jerusalém, 4 abr (EFE).- A Jihad Islâmica anunciou hoje que vai interromper o lançamento de foguetes da Faixa de Gaza contra o território israelense para satisfazer os interesses internos palestinos e tentar conseguir o fim do bloqueio ao território.

EFE |

Em uma entrevista à rádio de seu movimento, Dawoud Shihab, porta-voz da Jihad Islâmica em Gaza, anunciou que seus homens "pararam de disparar foguetes contra Israel em prol dos objetivos internos palestinos, sendo o mais importante deles dar fim ao bloqueio à Faixa" imposto por Israel há três anos e meio.

Citado por vários veículos de imprensa locais, Shihab assegurou que a Jihad "não pretende reverter esta situação", mas esclareceu que, "se Israel atacar Gaza, ninguém poderá impedir que os homens da resistência respondam".

O anúncio do porta-voz segue os esforços iniciados ontem pelo movimento islamita Hamas, que governa a Faixa, para diminuir a tensão das últimas semanas, nas quais milicianos disparam quase diariamente foguetes contra Israel, que respondeu com bombardeios aéreos.

A recente onda de violência foi a mais grave desde a ofensiva militar isralense ocorrida entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 e levou o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, a pedir o fim da violência.

Desde a operação militar israelense, há um cessar-fogo entre Hamas e Israel ao qual a Jihad Islâmica não aderiu oficialmente.

Mesmo com as violações mútuas do cessar-fogo, a violência nunca tinha desembocado em uma espiral de violência como a dos últimos 15 dias, com confrontos e bombardeios diários.

Os esforços para diminuir as tensões na região também podem ter relação com a entrada de roupas e calçados hoje na Faixa de Gaza pela primeira vez desde que Israel impôs o bloqueio, em 2006, após a captura do soldado Gilad Shalit por milícias palestinas.

Há poucos dias, também foi permitida a entrada de material de construção e cimento pela primeira vez desde janeiro de 2009, segundo fontes militares israelenses.

Mesmo assim, as fontes disseram que "Israel continua vendo o Hamas como uma organização terrorista responsável por qualquer ataque a partir de Gaza". EFE elb/bba

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