Jihad Islâmica ameaça disparar mais foguetes contra Israel

A Jihad Islâmica palestina ameaçou neste sábado lançar mais foguetes contra Israel caso ele continue com suas operações na Cisjordânia, enquanto que o Hamas, no controle da Faixa de Gaza, anunciou a detenção de vários ativistas que violaram a trégua com Tel Aviv.

AFP |

"A Jihad Islâmica se reserva o direito de responder a qualquer violação israelense", disse à AFP Khaled al-Batch, um dos chefes do movimento palestino em Gaza, que segundo ele "não irá tomar a iniciativa de violar o período de calma ou interrompê-lo".

"Caso não se reabra os postos de fronteira (com a Faixa de Gaza), interromper o cerco e agressões, o período de calma terá sido frustrado", acrescentou Batch, que insistiu que um ataque de Israel na Cisjordânia irá provocar uma resposta na Faixa de Gaza.

"Na Cisjordânia ou em Gaza, nós somos filhos de uma única causa e de uma única terra", disse.

Hamas e Israel assinaram em 19 de junho uma trégua de seis meses através da mediação do Egito que, por enquanto, só se aplica a Faixa de Gaza.

Quando perguntado como se sentia a respeito da ameaça do Hamas prender aqueles que violarem a trégua, Batch respondeu que não havia discrepâncias entre os dois movimentos.

"A fratura é entre a resistência e a ocupação" de Israel, assinalou.

O mais influente líder do Hamas em Gaza, Mahmud Zahar, advertiu que o seu grupo irá prender aqueles que violarem a trégua e anunciou que várias detenções já foram feitas.

"Existe um acordo com a Jihad Islâmica que prevê que qualquer membro do Hamas ou da Jihad que viole este acordo seja preso e as suas armas confiscadas", disse Zahar, citado pelo diário palestino Al-Quds.

"Várias pessoas foram detidas. Alguns abriram fogo contra caminhões e outras dispararam foguetes no terminal Nahal Oz" utilizado para o transporte de combustível para a Faixa de Gaza.

A Jihad Islâmica reivindicou o lançamento de três foguetes na terça-feira, afirmando que se tratava de uma retaliação pela morte de um dos seus chefes pelo exército israelense, na Cisjordânia.

Em resposta a esse ataque, Israel decidiu fechar o terminal de mercadorias de Karni Sufa, que foi parcialmente reaberto no domingo, em conformidade com a trégua.

az-mel/fb

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