Jerusalém recebe manifestação a favor de Gilad Shalit

Shalit foi capturado no dia 25 de junho de 2006 em um ataque de três milícias palestinas a uma base militar israelense

EFE |

Jerusalém recebe nesta quinta-feira mais de dez mil pessoas em uma grande manifestação para exigir que o governo de Israel que aceite uma troca de presos com o Hamas a fim de conseguir a libertação do soldado israelense Gilad Shalit.

Iniciada há 12 dias no norte da Galiléia pelos pais do militar detido em Gaza há quatro anos, a marcha termina no fim da tarde em frente ao Escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Os manifestantes exigem que o premiê entre em acordo com o Hamas.

AFP
Milhares marcham para pedir libertação de Shalit

Mais de 1,5 mil agentes das forças de segurança foram distribuídos em diferentes pontos da cidade para garantir que a passeata ocorra sem incidentes e que não sejam registrados mais engarrafamentos do que o esperado, informou a polícia de Jerusalém.

Ao longo do percurso, a família do soldado recebeu apoio de grande parte da população chegando a aglutinar até 15 mil participantes e passando por diferentes povoados e cidades israelenses, como Tel Aviv e o local onde o soldado foi capturado.

"Hoje saímos em uma longa viagem para retornar com Gilad", disse a mãe do militar, Aviva, no dia 27 de junho, no povoado de Mitzpe Hilla no norte do país, a cerca de 200 quilômetros de Jerusalém.

Shalit foi capturado no dia 25 de junho de 2006 em um ataque de três milícias palestinas a uma base militar israelense situada nas imediações da fronteira com Gaza e, desde então, se encontra em paradeiro desconhecido, presumivelmente na Faixa de Gaza, sem que nenhuma organização de direitos humanos o tenha visitado.

O Hamas argumenta que impede as visitas porque Israel as utilizaria para localizar o soldado e tratar de resgatá-lo à força. No total, o Hamas exige a libertação de mil dos cerca de 7 mil presos palestinos em prisões israelenses, segundo dados da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Netanyahu alega que seu governo não deve ser alvo das pressões do público porque só com uma "posição rígida" nas negociações Israel conseguirá que o Hamas rebaixe suas aspirações para um acordo.

    Leia tudo sobre: IsraelGilad ShalidBenjamin Netanyahu

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG