Jemaah Islamiyah, uma rede terrorista ligada à Al-Qaeda

A Jemaah Islamiyah, suspeita por cometer atentados na Indonésia, é uma rede terrorista regional acusada de manter vínculos com a Al-Qaeda e que pretende instaurar um Estado islâmico em boa parte do sudeste asiático.

AFP |

Vários atentados sangrentos cometidos na Indonésia durante os últimos anos foram atribuídos à Jemaah Islamiyah, entre eles o cometido em Bali no dia 12 de outubro de 2002, no qual morreram 202 pessoas, incluindo 88 australianos.

A autoria dos ataques contra o hotel Marriott de Jacarta, que matou 12 pessoas em 5 de agosto de 2003, e contra a embaixada da Austrália, que resultou em 12 mortes em 9 de setembro de 2004, também foi atribuída a supostos ativistas muçulmanos membros da Jemaah Islamiyah.

Fundada em 1993 por Abu Bakar Bashir, um religioso indonésio, diretor de uma escola corânica de Java, e pelo compatriota Abdulah Sungkar, a Jemaah Islamiyah ("Comunidade Islâmica") se propôs a instaurar um Estado islâmico que englobe Malásia, Indonésia, Cingapura, o sultanato de Brunei, o sul das Filipinas e o sul da Tailândia.

Todos os indícios apontam que Bashir se tornou o "emir" (chefe) após a morte de Sungkar em 1999. Os serviços de inteligência o consideram o líder espiritual do grupo.

No entanto, Bashir foi absolvido pela justiça indonésia da acusação de dirigir a Jemaah Islamiyah, mas foi condenado a dois anos e meio de prisão por seu papel nos atentados de Bali em 2002.

Outros líderes permaneceram foragidos, como o malásio Noordin Mohammad Top, a quem se atribui os atentados do Marriott de Jacarta e o de Bali.

A Jemaah Islamiyah é acusada de ter vínculos com a Al-Qaeda, a organização de Osama Bin Laden, o fundamentalista islâmico que está foragido, e de ser seu braço no sudeste da Ásia.

Ao que parece, a organização dispõe de centenas de militantes agrupados em pequenas células independentes. Muitos chefes são indonésios e alguns deles participaram de ações de luta armada no Afeganistão.

Para executar os ataques, dispõe de "soldados" recrutados normalmente em escolas corânicas indonésias.

Centenas de membros da organização foram presos desde 2001 nas Filipinas, Malásia, Cingapura, Tailândia, Camboja e Indonésia.

As forças de segurança já conseguiram frustrar vários projetos de atentados da organização.

A onda de prisões e a maior cooperação policial no sudeste da Ásia reduziram as capacidades de ação do grupo, mas os especialistas afirmam que as mesmas permanecem intactas na Indonésia, o que constitui uma verdadeira ameaça para a região.

mg/cn

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