Jean-Bertrand Aristide viaja de volta para o Haiti nesta quinta

EUA se dizem preocupado com retorno de ex-presidente haitiano, exilado na África do Sul desde 2004

iG São Paulo |

O ex-presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide viaja nesta quinta-feira à noite de volta para seu país depois de sete anos de exílio na África do Sul, anunciou em Pretória o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Clayson Monyela.

AP
Foto de janeiro de 2010 mostra Jean-Bertrand Aristide em Joanesburgo, na África do Sul
O ex-líder disse nesta quinta-feira estar "contente de retornar" ao Haiti depois de sete anos de exílio na África do Sul, durante coletiva de imprensa no aeroporto de Lanseria, perto de Johannesburgo, de onde deve viajar esta noite a seu país.

"O grande dia chegou. O momento da despedida antes de regressar a casa", disse Aristide, doutor em línguas africanas da Universidade da África do Sul (Unisa), falando em zulu. "Por um lado estamos tristes de deixar nossos queridos amigos, mas por outro estamos contentes de retornar depois de sete anos. "No Haiti, também estão muito contentes, porque nos esperam, esperam nosso retorno o mais rápido possível", disse em seu nome e de sua mulher, Mildred.

Aristide, 57 anos, quer voltar para seu país antes do segundo turno das eleições presidenciais de domingo, apesar das reticências manifestadas pelos Estados Unidos e França.

Segundo a Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, disse ao líder sul-africano, Jacob Zuma, que está muito preocupado com a volta de Aristide ao Haiti.

"Os Estados Unidos, junto com outras comunidades internacionais, têm profunas preocupações de que a volta ao Haiti do presidente Aristide poderá desestabilizar (o país) a poucos dias da eleição presidencial", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor.

Aristide, que continua sendo muito popular entre a população mais carente, será o segundo ex-presidente em retornar ao país depois do ex-ditador Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier (1971-1986). Ele retornou ao Haiti em 16 de janeiro, depois de 25 anos de exílio na França.

*Com AFP

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