Japão volta a executar pena de morte depois de 1 ano

Prisioneiros executados eram acusados de assassinato múltiplo e duplo homícidio

EFE |

Tóquio - A Justiça do Japão executou dois réus condenados à pena de morte no dia em que se completava exatamente um ano desde a última execução no país asiático, informou nesta quarta-feira a agência local "Kyodo". Ao lado dos Estados Unidos, o Japão é uma das duas únicas nações industrializadas que mantêm a pena de morte, que é aplicada de forma secreta, sem aviso prévio aos condenados, sem testemunhas e na forca.

Os executados são Kazuo Shinozawa, acusado de assassinato múltiplo em 2000, e Hidenori Ogata, que participou de duplo homicídio em 2003, segundo o Ministério de Justiça do país. A aplicação da pena máxima põe fim a uma moratória "de facto" que era mantida desde que o Partido Democrático do Japão (PD) chegou ao poder após vitórias arrasadoras nas eleições de agosto do ano passado e a nomeação como ministra da Justiça da conhecida abolicionista e advogada Keiko Chiba.

Chiba, que não tinha aplicado nenhuma pena de morte até as de hoje, esteve presente nas execuções. Sua chegada ao Ministério da Justiça tinha levantado grandes expectativas entre organizações humanitárias como Anistia Internacional (AI), que lamentou "profundamente" estas execuções. "Foi um grande revés.

Achamos que as duas execuções tiveram motivações políticas", disse à agência Efe uma porta-voz da AI. A última ocasião em que o Japão tinha executado a condenados foi em 28 de julho do ano passado, quando três réus foram enforcados com o Partido Liberal-Democrata (PLD) ainda no poder.

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