Japão tenta nova medida para frear vazamento radioativo ao mar

Operadora da usina nuclear de Fukushima irá utilizar polímero em pó para conter evasão de água contaminada com radiação no oceano

EFE |

Os técnicos da Tepco, a operadora da usina nuclear de Fukushima, planejam utilizar polímero em pó para frear um escapamento de água radioativa ao mar, após tentar sem sucesso conter esse vazamento com concreto. A evasão ocorre devido ao forte terremoto de 9 graus de magnitude que atingiu a costa nordeste do Japão no dia 11 de março, provocando um tsunami com ondas de ao menos sete metros em cidades na região norte do país.

A Tepco detectou neste sábado uma rachadura de cerca de 20 centímetros no muro de uma fossa próxima ao reator, na qual há água com elevada radioatividade (um nível de iodo 131 que excede 10 mil vezes a concentração legal) que vaza para o oceano.

Os técnicos tentaram cobrir a rachadura neste sábado com o uso de concreto na fossa, mas a contínua presença de água impediu que o material se solidificasse.

Por isso, se decidiu injetar neste domingo polímero em pó altamente absorvente nos encanamentos que conduzem à fossa, situada perto da tomada de água do reator 2 e que contém cabos elétricos, informou a agência local "Kyodo".

Os especialistas acham que a água que inunda tanto essa fossa como o porão do prédio da unidade 2 provém do núcleo do reator, dada sua elevada radioatividade.

Um porta-voz da Tepco afirmou que se comprovou que as fossas das outras unidades da usina nuclear não mostram fendas similares, ao mesmo tempo em que se revisou o estado do muro de contenção da planta na busca de outras eventuais fissuras.

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