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Japão: reunião da Comissão Baleeira Internacional iniciou novo processo

Tóquio, 2 jul (EFE).- O Japão acredita que a reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI) realizada no Chile foi um sucesso, e que marcará o início de um novo processo dentro da regulamentação da caça às baleias.

EFE |

"O encontro foi um sucesso porque decidimos formar um pequeno grupo de trabalho, identificamos os primeiros passos", disse hoje durante entrevista coletiva Joji Morishita, porta-voz da Agência de Pesca Japonesa.

A CBI, formada por 81 países, decidiu no final de junho, em Santiago, manter a atual situação sobre as baleias e criar um grupo de trabalho a fim de tentar aproximar posições entre conservacionistas e caçadores de baleias.

Morishita, que compareceu ao Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão (FCCJ, em inglês), em Tóquio, considerou que a decisão tomada "não garante o sucesso" das negociações, mas destacou que se trata do "começo de um novo processo que inclui mais desafios".

"Para as novas negociações, que serão difíceis, será preciso mais inteligência, vontade e compromisso", indicou o porta-voz, que esteve presente na 60ª reunião da CBI.

Diante dos que afirmam que o "status quo" estabelecido no Chile equivale a não chegar a acordo nenhum, o porta-voz disse nesta ocasião que houve avanços positivos porque "decidiram conversar e mudar a maneira de abordar o tema".

"Decidimos manter um diálogo em vez de nos culparmos uns aos outros, que é mais do que já foi feito", disse Morishita.

O trabalho em consenso da 60ª reunião da CBI indica que nenhuma resolução será submetida a votação, entre elas a proposta japonesa para reabrir a caça litorânea de baleias e a de Brasil, Argentina e África do Sul de criar um santuário no Atlântico Sul.

O porta-voz da Agência de Pesca japonesa se referiu ainda à possibilidade de o Japão deixar a CBI, apesar de ter afirmado que o país deverá "continuar pelo menos até a reunião do próximo ano na Ilha da Madeira (Portugal)", quando mudará a Presidência.

Para o futuro, o Japão se comprometeu a tentar chegar a um acordo que possa ser aceito pela maioria dos membros da Comissão, e a buscar um equilíbrio entre conservação e uso sustentável dos recursos. EFE icr/ev/gs

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