Japão retira milhares de perto de usina nuclear

Agência nuclear ordena retirada de 2,8 mil após problema em instação; 11 reatores são fechados e complexo petroquímico explode

iG São Paulo |

O Japão ordenou a retirada de milhares de residentes perto de uma usina nuclear depois que o tremor de 8,9 graus causou um problema no sistema de resfriamento da instalação. O secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano, disse que não havia vazamento de radiação na usina elétrica No. 1 de Fukushima. A instalaçãos fica na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio.

A agência de segurança nuclear do Japão ordenou que mais de 2,8 mil pessoas na área saíssem depois de o governo decretar estado de emergência na usina. O tremor causou uma falha de energia e, quando um segundo gerador também parou de funcionar, o sistema de resfriamento foi incapaz de fornecer água para diminuir a temperatura do reator. A agência disse que trabalhadores locais tentavam restaurar o fornecimento de água.

A usina fica no sul de Miyagi, um das regiões mais atingidas, onde um incêndio começou em outra usina nuclear. As chamas estavam em uma turbina em uma das usinas elétricas de Onagawa; fumaça podia ser vista saindo da construção, que é separada do reator da usina. Segundo a operadora da usina, o fogo está controlado e não ocorreu nenhum vazamento. Outra instação sofre com vazamento de água.

Reatores fechados

Onze reatores nucleares paralisaram sua atividade no Japão após o terremoto, embora o governo tenha assegurado que não aconteceram vazamentos de radiação. Apesar de afirmar que não há indícios de "materiais radioativos fora das instalações", o Japão declarou o estado de emergência de energia atômica, como estabelece a legislação japonesa.

"Partes das usinas nucleares foram automaticamente desligadas após o terremoto", disse o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan.

Um incêndio próximo à turbina do centro de geração de eletricidade de Onawaga levou a aumentar as precauções nesse local, mas, segundo a operadora da unidade, Tohoku, o fogo está controlado, não aconteceu nenhum escapamento e não existe risco algum.

"A central está parada", insistiu Tohoku, que administra essa unidade situada na região mais afetada pelo tremor. Segundo a agência local "Kyodo", todas as plantas localizadas na zona litorânea mais afetada pelo tremor anunciaram que não registraram nenhuma anomalia por causa do terremoto.

Explosão em complexo petroquímico

Uma grande explosão atingiu um complexo petroquímico da cidade de Sendai, no nordeste do Japão, horas depois do violento terremoto que abalou essa região do país, informou a imprensa local citando fontes policiais.

A explosão aconteceu numa grande usina de Shiogama, localidade perto da metrópole de Sendai. As imagens da televisão mostravam gigantescas chamas devastando a instalação petroquímica.

*Com AP, AFF e EFE

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