Japão restringe envio de dinheiro à Coreia do Norte para reforçar sanções

Quantia foi reduzida a três milhões de ienes (26,7 mil euros)

EFE |

Tóquio - O Governo japonês decidiu nesta sexta-feira restringir os envios de dinheiro à Coreia do Norte e reforçar as sanções em vigor, uma semana depois que o país comunista foi acusado de responsabilidade no afundamento de um navio sul-coreano, em incidente que causou 46 mortes.

Segundo a agência japonesa "Kyodo", Tóquio rebaixará a três milhões de ienes (26,7 mil euros) os atuais dez milhões de ienes (89 mil euros) que são o limite do dinheiro que pode ser enviado do Japão à Coreia do Norte sem comunicação ao Governo.

Além disso, as autoridades japonesas diminuíram o limite máximo de dinheiro não declarado permitido para viajantes que têm como destino a Coreia do Norte. O valor, que era de 300 mil ienes (2.670 euros) passou a 100 mil ienes (890 euros). O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, pediu a seu Governo que reforce as sanções em vigor atualmente contra a Coreia do Norte, que proíbem as importações e exportações, de modo que não possam ser feitas através de outros países.

Hatoyama falou nesta sexta por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para acertar a recolocação de uma polêmica base americana no arquipélago japonês de Okinawa, e eles aproveitaram a oportunidade para debater o conflito entre as Coreias.

Segundo a agência local "Kyodo", os líderes decidiram cooperar com Seul no caso da embarcação sul-coreana "Cheonan", que afundou no dia 26 de março após ser atingido por um torpedo lançado por um submarino norte-coreano, segundo investigação internacional divulgada em Seul. O Governo sul-coreano decidiu levar esse tema ao Conselho de Segurança da ONU na busca de possíveis novas sanções contra o regime comunista.

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