Japão protestará por agressão a jornalistas na China

O governo do Japão disse que vai fazer uma reclamação à China após dois jornalistas japoneses terem sido agredidos pela polícia chinesa quando faziam uma reportagem na região de Xinjiang. Os dois homens - um fotógrafo do jornal regional Chunichi Shimbun e um repórter da emissora de TV Nippon - foram detidos perto do local onde um ataque matou 16 policiais na segunda-feira.

BBC Brasil |

Eles já foram liberados e um pedido de desculpas foi emitido pelas autoridades chinesas.

Segundo a versão dos agredidos, ambos foram detidos na segunda-feira à noite em Kashgar, no extremo oeste da China.

Eles contaram ter sido levados a uma sala onde foram mantidos com os rostos pressionados contra o chão, literalmente sob as botas da polícia. Os jornalistas dizem também ter levado socos no rosto e no estômago.

Eles teriam sido liberados cerca de duas horas depois. Mais tarde, as autoridades divulgaram um pedido de desculpas, ressalvando entretanto que os jornalistas não têm permissão de filmar instalações militares.

"Jornalistas estão proibidos de entrar em áreas controladas pela polícia de fronteiras, mas os dois desobedeceram as regras", disseram as autoridades, segundo a agência oficial chinesa Xinhua.

"Entretanto, sentimos muito o incidente e o prejuízo aos equipamentos dos repórteres."
Liberdade de imprensa
Mesmo assim, o governo japonês diz que seus diplomatas estão tentando saber das autoridades chinesas por que os jornalistas foram detidos. Tóquio diz que vai protestar veementemente junto aos chineses.

A China prometeu que repórteres teriam permissão de viajar livremente pelo país durante a Olimpíada, mas a mídia já se pergunta se este é mesmo o caso.

Na semana passada, a ONG Anistia Internacional publicou um relatório afirmando que a situação dos direitos humanos piorou no país com a proximidade dos Jogos Olímpicos. O governo diz que a situação melhorou.

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