Japão protestará perante China por agressão contra jornalistas

Tóquio, 5 ago (EFE).- O Japão protestará perante a China caso se confirme oficialmente que dois jornalistas japoneses foram detidos e agredidos por forças paramilitares na noite de ontem, em Xinjiang (oeste da China), afirmou hoje o Governo do país.

EFE |

"Temos planos de protestar com veemência", disse hoje o ministro porta-voz do Governo japonês, Nobutaka Machimura.

O Governo chinês ainda não respondeu ao pedido de informação sobre os fatos feito pelo Japão, apontou o ministro porta-voz.

Dois jornalistas japoneses que se deslocaram ontem à noite a Xinjiang para cobrir o ataque no qual morreram 16 policiais foram detidos e agredido por forças paramilitares, de acordo com a imprensa japonesa.

Segundo confirmou o escritório em Pequim da rede de televisão "Nippon", um de seus repórteres, Shinji Katsuta, de 37 anos, ficou levemente ferido após este novo assédio contra a imprensa estrangeira na China, apesar das promessas das autoridades chinesas por ocasião da realização dos Jogos Olímpicos.

O outro detido foi Masami Kawakita, um fotógrafo de 38 anos que trabalha para o diário "Chunichi Shimbun".

Os dois repórteres japoneses foram detidos quando trabalhavam próximo à delegacia que foi atacada na segunda-feira de manhã por dois uigures.

Os paramilitares levaram os dois até o quarto de um hotel próximo, onde foram espancados.

Depois de duas horas, ambos foram libertados, segundo o relatório divulgado pelo Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.

Os dois detidos se encontravam entre os jornalistas que chegaram na segunda-feira a Kashgar para cobrir o suposto ataque terrorista ocorrido na região, do qual a imprensa oficial chinesa praticamente não divulgou imagens.

Os fatos ocorreram apenas três dias antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim. EFE icr/gs

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