Japão pode proibir exportações à Coreia do Norte

Tóquio, 28 mai (EFE).- O Japão estuda a possibilidade de proibir todas as suas exportações à Coreia do Norte como represália ao segundo teste nuclear do regime comunista, realizado na segunda-feira passada, informa hoje o jornal local The Daily Yomiuri.

EFE |

Essa medida ampliaria as sanções atualmente em vigor sobre a Coreia do Norte, embora esteja previsto que tenha um impacto limitado sobre o país, já que o valor total das exportações japonesas ao regime stalinista é relativamente pequeno.

Em 2008, as exportações japonesas para a Coreia do Norte chegaram a aproximadamente 800 milhões de ienes (6 milhões de euros).

O Japão acompanhará de perto as deliberações do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre uma provável nova resolução contra o segundo teste nuclear norte-coreano, enquanto decide se impõe a proibição total das exportações.

O Governo japonês impôs sanções econômicas contra a Coreia do Norte depois do primeiro teste nuclear realizado pelo regime comunista, em outubro de 2006.

Estas sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos por parte do Japão, assim como as exportações de muitos produtos japoneses à Coreia do Norte e a entrada em águas territoriais japonesas dos navios sob bandeira norte-coreana.

A proibição total das exportações já foi ventilada como possibilidade depois do lançamento de 5 de abril de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte, mas o Japão optou unicamente por impor sanções adicionais e prorrogar as já existentes durante um ano em lugar dos tradicionais seis meses.

Entre as sanções adicionais se destaca a obrigação de informar ao Governo do Japão quando ocorrerem envios de remessas à Coreia do Norte a partir de 10 milhões de ienes (75.386 euros), quando antes a referência era de 30 milhões de ienes (226.157 euros). EFE icr/mh

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