Japão pede que Índia assine o Tratado de Não-Proliferação Nuclear

Nova Délhi, 5 ago (EFE).- O ministro de Exteriores japonês, Masahiko Koumura, pediu hoje ao Governo indiano que assine o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e se mostrou ambíguo sobre o apoio de seu país ao acesso ndiano ao mercado internacional de combustíveis e componentes atômicos.

EFE |

Koumura, em visita oficial à Índia, se reuniu hoje com o ministro de Exteriores indiano, Pranab Mukherjee, assim como com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e com o titular da Defesa, A. K. Anthony.

Em entrevista coletiva com Mukherjee, Koumura não quis expor a postura que seu país adotará na próxima reunião do Grupo de Fornecedores Nucleares (NSG, em inglês), prevista para a segunda quinzena deste mês, na qual a Índia espera conseguir a abertura do mercado de componentes e combustível.

O Governo indiano assinou um acordo de cooperação com os Estados Unidos, com o qual espera sair de seu "isolamento nuclear" e que o obrigou a assinar um acordo de salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A Índia, que possui armas nucleares e se negou a assinar o TNP, espera agora a assistência do NSG para levar adiante um plano de construção de usinas nucleares, a fim de cobrir as necessidades energéticas de seu alto crescimento econômico.

"Precisamos confirmar que esta cooperação nuclear (Índia-EUA) é satisfatória e que ajudará a fortalecer o desarmamento, e não a miná-lo", disse Koumura na entrevista coletiva, segundo as agências indianas "PTI" e "Ians".

"O Japão, o único país que sofreu as bombas atômicas, está ajudando o mundo em seus esforços internacionais para o desarmamento nuclear", acrescentou, em alusão ao ataque nuclear contra Hiroshima, que amanhã completa 63 anos. EFE amp/an

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