Japão pede à China "bom senso" no caso de Liu Xiaobo

Dissidente chinês conquistou o Prêmio Nobel da Paz na última sexta-feira

EFE |

Tóquio - O Japão pediu hoje à China que aja com "responsabilidade" e "bom senso" no caso do dissidente preso Liu Xiaobo, agraciado com o Prêmio Nobel da Paz de 2010, e de sua esposa, Liu Xia, mantida sob prisão domiciliar.

O porta-voz do Governo japonês, Yoshito Sengoku, indicou que os direitos humanos são uma questão "delicada", mas ressaltou que a China, transformada em "grande potência", deve "agir de forma responsável com base no bom senso da comunidade internacional"."Isso inclui os direitos humanos", acrescentou Sengoku, em declarações divulgadas pela agência local "Kyodo".

Liu Xiaobo, preso desde dezembro de 2008 por pedir reformas democráticas na China, foi premiado com o Nobel da Paz na sexta-feira passada. Após o anúncio da concessão do prêmio, Pequim reagiu com a detenção de dezenas de dissidentes, além de manter incomunicável a esposa do Nobel, a poetisa Liu Xia. Embora as autoridades chinesas tenham permitido a ela se reunir com o marido no domingo, Liu Xia permanece sob prisão domiciliar.

O porta-voz japonês ressaltou que a China deve evitar na medida do possível "criar um sentimento de incomodidade" na comunidade internacional "do ponto de vista do bom senso". As relações entre Japão e China passam por um período delicado, depois da crise bilateral vivida no mês passado, quando Tóquio deteve o capitão de um pesqueiro chinês em águas disputadas pelos dois países.

O capitão do pesqueiro foi libertado no final de setembro em meio às pressões da China, que chegou a suspender temporariamente as relações ministeriais com o Japão.

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