Japão paralisa mais um reator nuclear para revisá-lo

País vive sob rumores de mal provisionamento elétrico, mas prega precaução; companhia tenta reativar unidade

EFE |

A Tokyo Electric Power Company (Tepco) interrompeu neste sábado as atividades da unidade 1 da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata (noroeste), para sua revisão regular, o que deixa apenas 15 reatores em funcionamento no Japão e reacende a inquietação pela escassez de provisão elétrica.

Além de ter de submeter o reator à revisão prevista por lei durante 60 dias, a Tepco, que também opera a danificada usina nuclear de Fukushima, deverá empreender os testes de resistência anunciados pelo Governo como obrigatórios para que uma unidade seja reativada.

Ainda não se sabe em que data a unidade poderá voltar a funcionar, já que o presidente da Tepco, Toshio Nishizawa, disse que a companhia deverá obter a permissão das autoridades locais para reativá-la, informou a agência local "Kyodo".

A maioria dos municípios e regiões que abrigam os reatores paralisados devido a revisões rotineiras, ou por precaução após o desastre de 11 de março e o início da crise nuclear em Fukushima, se opõe a sua reativação até que seja garantida sua segurança.

"Primeiro é necessário examinar o desastre nuclear na central de Fukushima Daiichi. Não é o momento de debater a reativação (do reator)", respondeu o governador de Niigata, Hirohiko Izumida, ao ser questionado se a província daria autorização à Tepco.

Dos sete reatores da central de Kashiwazaki-Kariwa, o 5, o 6 e o 7 estão em funcionamento, mas este último também será paralisado em 23 de agosto para passar por manutenção.

Isto complicará ainda mais a oferta de energia elétrica, especialmente em Tóquio, cidade de 30 milhões de habitantes que é abastecida pela Tepco, que planeja compensar o déficit reativando suas usinas térmicas.

As unidades 2, 3 e 4 tiveram suas atividades interrompidas e segundo a Tepco continuam sendo submetidas a "controles periódicos" após o terremoto de 6,8 graus que sacudiu Niigata em julho de 2007 e cujo epicentro se situou a apenas 25 quilômetros da usina.

Como o Japão tem no momento menos de um terço de seus reatores em atividade, o Executivo e as companhias elétricas pediram a empresas e cidadãos que economizem 15% de eletricidade durante o verão, a época de maior consumo, para evitar cortes de energia.

* Com EFE

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