Japão levará 3 anos para retirar escombros deixados pelo terremoto

Calcula-se que há quase 25 milhões de toneladas de entulho nas regiões atingidas pelo desastre de 11 de março

EFE |

A retirada dos milhões de toneladas de escombros deixados pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março levará cerca de três anos, estimou neste sábado (30) o Ministério do Meio Ambiente japonês.

Calcula-se que há quase 25 milhões de toneladas de escombros nas três províncias do nordeste japonês atingidas pelo desastre, Iwate, Fukushima e Miyagi, onde 14.616 pessoas morreram e outras 11.111 continuam desaparecidas, segundo o último boletim policial.

Esse número deve aumentar, já que ainda não inclui os navios e veículos destruídos, de acordo com a agência local Kyodo.

A maior dificuldade para as autoridades das províncias afetadas é encontrar lugares para armazenar temporariamente os escombros que atualmente estão amontoados ao longo de dezenas de quilômetros no litoral de Miyagi, Fukushima e Iwate.

O orçamento extraordinário para a reconstrução apresentado nesta quinta-feira no parlamento japonês (Dieta), de 4,02 trilhões de ienes (cerca de R$ 77,9 bilhões), inclui o montante de 350 bilhões de ienes (R$ 6,79 bilhões) para a retirada de escombros.

Reconstrução

A Câmara de Deputados do Japão aprovou neste sábado um primeiro orçamento de emergência, de 4,02 trilhões de ienes (US$ 49 bilhões), para financiar a reconstrução do nordeste japonês, devastado pelo tsunami de 11 de março. Segundo a agência local "Kyodo", a previsão é que o orçamento seja definitivamente aprovado na segunda-feira, quando será apreciado pelo Senado, a câmara de menor influência das duas que compõem o Parlamento (Dieta) japonês.

Este orçamento extra, que deverá ser seguidos por outros dois, foi apresentado à Dieta na quinta-feira, uma semana após ter sido projetado pelo Governo. A maior parcela do orçamento aprovado neste sábado, 1,2 trilhão de ienes (US$ 14,67 bilhões), servirá para reconstruir povoados inteiros e restaurar estradas, pontes, portos e ferrovias arrasadas pelo terremoto e o posterior tsunami.

Outros 360 bilhões de ienes (US$ 4,4 bilhões) serão destinados à construção de casas temporárias, 30 mil das quais devem estar prontas até o fim de maio. Haverá ainda 350 bilhões de ienes (US$ 4,28 bilhões) para financiar a retirada das toneladas de escombros que estão amontoadas ao longo de dezenas de quilômetros no litoral de Miyagi, Fukushima e Iwate, as três províncias mais afetadas.

O restante da verba ficará reservado para indenizar as vítimas, promover a atividade empresarial e fomentar o uso de geradores de energia, perante os problemas em várias usinas térmicas e nucleares.

Apesar de não haver a previsão da emissão de nova dívida para custear o plano aprovado neste sábado, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, reconheceu que este projeto legislativo será seguido por um segundo orçamento de emergência para o qual o país precisará recorrer aos bônus.

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