O governo do Japão apresentou nesta sexta-feira um terceiro pacote de estímulo à economia no valor de US$ 150 bilhões. Entre os principais destaques do plano anunciado pelo primeiro-ministro Taro Aso estão a criação de empregos e ajuda às empresas com problemas de liquidez. O Japão enfrenta sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O valor é considerado histórico e equivale a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Desde o final de 2008, o governo já gastou outros US$ 100 bilhões com duas séries de medidas, que até agora não surtiram muito efeito.

Os principais pontos do novo pacote econômico incluem US$ 19 bilhões para ajuda a desempregados e criação de empregos, US$ 30 bilhões para socorrer empresas com problemas de liquidez, US$ 16 bilhões para promover iniciativas ecológicas e US$ 26 bilhões para projetos de infra-estrutura, como construção de estradas e reformas em aeroportos.

Queda livre

As novas propostas serão apresentadas ao Parlamento no dia 27 de abril como um adicional do orçamento fiscal para 2009.

"Esse pacote é uma tentativa de reverter a queda livre em que se encontra a economia japonesa", defendeu Aso.

O primeiro-ministro garantiu que a medida deverá estimular o crescimento econômico em dois pontos percentuais até março de 2010, além de criar 500 mil novas vagas de trabalho por ano.

O governo também quer incentivar o turismo e a entrada de estrangeiros no país, além de apoiar as indústrias de games e softwares. Aso disse que o mangá e a moda japonesa, por exemplo, têm um grande potencial e deveriam ser mais explorados.

A preocupação de analistas econômicos é que a conta a pagar seja grande demais para o governo e isso afete a confiança de investidores estrangeiros.

O anúncio do novo pacote teve pouca repercussão na bolsa de valores. O índice nikkei, da bolsa de Tóquio , fechou com uma leve alta de 0,54% nesta sexta-feira.

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