O primeiro memorial a ser erguido em território japonês em homenagem às escravas sexuais da 2ª Guerra Mundial foi inaugurado nesta segunda-feira, em uma cerimônia na ilha de Okinawa.

O monumento contém inscrições em 12 línguas, incluindo aquelas dos países que forneceram as vítimas da violência sexual - às quais as Forças Armadas japonesas se referiam pelo eufemismo "mulheres de conforto" -, como China, Coréia e o próprio Japão.

Cerca de cem pessoas do Japão e da Coréia do Sul participaram da cerimônia de inauguração do memorial, na ilha de Miyako, no sul do Japão.

O monumento foi construído por pesquisadores dos dois países, em um terreno doado por um dos residentes de Okinawa, Hirotoshi Yonaha.

Hoje com 75 anos, ele disse que conheceu algumas das mulheres quando garoto, às vezes dando-lhes alimentos.

Yonaha contou na cerimônia que se sentiu responsável por passar adiante a real história do que acontecia nas chamadas "estações de conforto", ou bordéis, da 2ª Guerra.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, uma pesquisa de estudiosos japoneses indicou que havia 16 dessas casas só em Okinawa, onde cerca de 30 mil soldados estavam estacionados.

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