Japão expressa remorso pela II Guerra mas ex-premieres visitam santuário polêmico

O Japão manifestou remorso por suas ações na II Guerra Mundial neste sábado, aniversário da rendição japonesa de 1945, mas ao mesmo tempo dois ex-primeiros-ministros visitaram um controverso santuário de guerra, considerado um símbolo do passado militarista da nação.

AFP |

O premier Taro Aso e o imperador Akihito, cujo pai Hirohito assinou a rendição há exatos 64 anos, compareceram a uma cerimônia em Tóqui o e expressaram arrependimento pelo sofrimento provocado pelo país.

"Nossa nação infligiu danos e dores significativas a muitos países, especialmente em populações de países da Ásia", afirmou Aso.

"Em novo de nosso povo, eu expresso um profundo remorso e condolências humildes a todas as pessoas que foram vítimas", completou o primeiro-ministro na cerimônia assistida por 5.000 pessoas, em sua maioria veteranos de guerra e famílias de vítimas.

"Eu expresso minhas condolências profundas, com o sincero desejo de que tais sofrimentos nunca se repitam", afirmou o imperador Akihito.

Mas enquanto o Japão se esforça para superar o passado de agressões, os ex-premieres Junichiro Koizumi e Shinzo Abe visitaram o santuário Yasukuni, que homenageia 2,5 milhões de japoneses mortos na guerra, incluindo 14 criminosos de guerra.

O governo de Koizumi, de 2001 a 2006, foi marcado por tensões com a China e a Coreia do Sul, que o acusavam de ser condescendente com o militarismo ao visitar o santuário todos os anos.

Abe, sucessor de Koizumi que evitou o santuário enquanto estava no poder, fez sua segunda visita anual neste sábado.

"Hoje, eu fiz uma visita para compartilhar o respeito e a veneração pelos espíritos dos mortos em guerra", declarou Abe.

Aso já afirmou que pretende ficar longe do santuário. No ano passado, três ministros de seu gabinete visitaram o local polêmico.

si-oh/fp

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