Japão expande área de isolamento ao redor de complexo nuclear

Medida é lançada após tremor de 6,6 atingir região leste do país, um mês depois de tremor seguido de tsunami

iG São Paulo |

O Japão expandiu nesta segunda-feira a zona de isolamento ao redor do complexo nuclear danificado pelo terremoto e o tsunami do mês passado devido ao alto nível de radiação acumulada, depois que uma série de réplicas do tremor voltou a sacudir a região leste do país.

O governo anunciou que estava incentivando pessoas a deixar suas residências em certas áreas além do raio de isolamento de 20 quilômetros da usina. Crianças, mulheres grávidas e pacientes hospitalares devem ficar além de um raio de 30 quilômetros de distância da usina nuclear. "Esses novos planos de retirada têm como finalidade garantir a segurança diante dos riscos de viver lá por seis meses ou um ano", disse a repórteres o secretário-geral do gabinete do governo, Yukio Edano.

nullA réplica de magnitude 6,6 que atingiu a região nesta segunda-feira, exatamente um mês após o terremoto de intensidade 9 seguido de tsunami, não causou até agora danos sérios nas cinco centrais nucleares no nordeste japonês, incluindo a usina danificada de Fukushima Daiichi.

O governo ordenou também que as operadoras das usinas nucleares adotem até 28 de abril novas medidas de segurança que se somarão àquelas impostas no mês passado, e que em breve serão verificadas pelas autoridades para confirmar sua implementação.

A ordem veio depois que uma réplica de magnitude 7,4 na quinta-feira passada, a maior desde o terremoto devastador de 11 de março, interrompeu temporariamente as três linhas de força que fornecem energia à usina de Higashidori , operada pela Tohoku Electric Power Co's, que estava desligada para manutenção de praxe desde fevereiro.

No sábado, a Agência de Segurança Nuclear e Industrial (NISA na sigla em inglês) ordenou que as administradoras de usinas nucleares instalem pelo menos dois motores a diesel de emergência até mesmo em reatores fora de operação e mantidos em temperaturas baixas, como a usina de Higashidori.

A operadora da usina de Fukushima Daiichi informou que parou de lançar no mar água com baixo nível de radiação, encerrando uma medida emergencial que ameaçava contaminar os vizinhos China e Coreia do Sul. A Tokyo Electric Power Co. (Tepco), que opera o complexo nuclear, disse que 10,4 mil toneladas de água com baixa radiação, deixadas no interior do complexo pelo tsunami, foram devolvidas ao mar com o objetivo de abrir espaço na usina para armazenar água com altos níveis radioativos.

11 de março

Também nesta segunda-feira, autoridades japonesas disseram estudar elevar de 5 para 7 o nível de gravidade da crise nuclear na usina de Fukushima, igualando-a ao acidente de 1986 no reator de Chernobyl. De acordo com a agência de notícias Kyodo, a Comissão de Segurança Nuclear do governo estima que a quantidade de material radioativo que vazou dos reatores de Fukushima chegou ao máximo de 10 mil terabequerels (TBq) por hora em um determinado ponto por diversas horas, o que classificaria o incidente como um grande acidente, de acordo com a escala internacional de intensidade.

*Com Reuters

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