Controverso sistema de segurança "desenha" o contorno da pessoa, o que foi criticado como uma violação da privacidade

O aeroporto internacional de Tóquio começou a testar nesta segunda-feira os controvertidos scanners  corporais que permitem ver o que o passageiro leva embaixo da roupa, embora por enquanto só serão utilizados com quem der seu consentimento, informou nesta segunda-feira a agência local "Kyodo".

Scanner mostra detalhes do corpo dos passageiros. Na foto, agente dos EUA observa funcionamento do aparelho no aeroporto de Chicago
Getty Images
Scanner mostra detalhes do corpo dos passageiros. Na foto, agente dos EUA observa funcionamento do aparelho no aeroporto de Chicago

A experiência piloto foi organizada pelo Ministério de Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão para verificar a eficácia dos equipamentos, que serão utilizados também com inspetores que levarão explosivos simulados escondidos sob a roupa.

Nesta etapa de teste, os serviços de segurança do aeroporto solicitarão aos passageiros que se submetam voluntariamente a este tipo de scanner que respondam a perguntas sobre a experiência. De acordo com um dos encarregados, o procedimento só dura alguns segundos.

Esta é o primeiro teste experimental no Japão para introduzir os scanners corporais, com o objetivo de reforçar a segurança contra atividades terroristas.

O dispositivo reage ao suor do corpo desenhando o contorno da pessoa, o que foi criticado como uma violação da intimidade e elevou dúvidas sobre possíveis vazamentos dessas imagens. No total, as autoridades japonesas instalarão no aeroporto de Tóquio-Narita cinco tipos de dispositivos para testá-los até o dia 10 de setembro.

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