Japão estabiliza usina de Fukushima nove meses após tragédia

Governo diz que reatores estão em 'parada fria', com temperaturas estabilizadas abaixo de 100 graus centígrados

iG São Paulo |

O governo japonês anunciou que a situação se estabilizou na usina de Fukushima, nove meses depois de um dos piores acidentes nucleares do mundo. O sistema de resfriamento dos reatores da usina foram danificados no terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em 11 de março.

AP
Prédio danificado de Reator 4 é visto na usina de Fukushima, Japão (foto de arquivo)

O primeiro-ministro Yoshihiko Noda disse que a usina está sob controle e que todos os reatores estão em "parada fria", o que significa que as temperaturas dessas unidades estão estabilizadas abaixo de 100 graus centígrados.

Noda disse que mesmo em caso de incidentes imprevisíveis, os níveis de radiação continuarão baixos. Ainda assim, a desativação completa da usina, danificada pelo terremoto e tsunami de março, ainda pode levar 40 anos.

Segundo o cronograma desenvolvido a partir de um relatório da Comissão de Energia Atômica do Japão, o combustível nuclear usado que está nas piscinas dos reatores 1, 2, 3 e 4 começará a ser retirado em dois anos. O material será armazenado temporariamente nas próprias instalações da central.

O combustível fundido no interior dos reatores 1, 2 e 3 será retirado em um prazo próximo a 25 anos, e então começarão os trabalhos para desmantelar as unidades, o que deve levar outros 15 anos.

Nesta nova agenda estão incluídos os prazos necessários para reparar as fendas nos reatores e nas estruturas de contenção, detalhou a NHK, que destacou a dificuldade do trabalho e a possibilidade de os operários trabalharem em condições de elevada radioatividade.

Robôs acionados por controle remoto serão usados em algumas tarefas, como já foi feito nos últimos meses para avaliar as condições no interior de algumas instalações danificadas. O Executivo mantém um raio de exclusão de 20 quilômetros em torno da usina por causa da crise, que provocou perdas milionárias à agricultura, pecuária e pesca na região.

Com BBC e EFE

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