Japão envia militares para área de tremor e EUA oferecem ajuda

Brasil e outros países lamentam mortes por terremoto seguido de tsunami e se dizem dispostos a ajudar japoneses

iG São Paulo |

O governo do Japão enviou oito mil militares para a região nordeste do país, a mais destruída pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu o país nesta sexta-feira. Autoridades também pediram o apoio das tropas americanas que têm bases no Japão, pouco antes de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter oferecido ajuda aos japoneses.

Segundo Obama, um porta-aviões dos EUA já está no país e outro está a caminho. Um navio americano também navega em direção às ilhas Marianas. O ministro japonês da Defesa, Toshimi Kitazawa, disse que cerca de 50 mil militares dos EUA no Japão estão prontos para trabalhar nos esforços de resgate.

Até agora, não há registro de vítimas americanas na tragédia. O governo dos EUA emitiu um alerta no qual recomenda que seus cidadãos não viagem ao Japão, a menos que seja essencial.

Em pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que o terremoto no Japão pode ter sido "catastrófico". "Nosso corações estão com nosso amigos japoneses e em toda a região, e vamos estar ao lado deles enquanto se recuperam desta tragédia", afirmou o presidente.

Antes do pronunciamento, Obama telefonou ao primeiro-ministro japonês Naoto Kan, para oferecer suas condolências pelas centenas de vítimas do tremor seguido de tsunami. "Nossa amizade e aliança são inabaláveis e fortalecem nossa resolução de ajudar os japoneses a superar esta tragédia", disse o líder americano, segundo seu porta-voz.

Brasil

O governo brasileiro também manifestou solidariedade às vítimas da tragédia no Japão. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores expressa suas "mais sinceras condolências pelas perdas humanas" causadas pelo tremor e pelo tsunami.

O comunicado acrescenta que "a Embaixada do Brasil no Japão e os consulados gerais em Tóquio, Nagoya e Hamamatsu não têm até agora informação sobre mortos ou feridos brasileiros ".

Segundo o Itamaraty, a maior parte dos 254 mil brasileiros que vivem no Japão estão no sul do país, região menos afetada. Para auxiliar os cidadãos que precisem de ajuda, a Embaixada do Brasil em Tóquio está trabalhando em regime de plantão 24 horas e solicita que pedidos de informação sejam dirigidos ao endereço eletrônico comunidade@brasemb.or.jp

O Núcleo de Atendimento a Brasileiros (NAB), que está em contato com a rede consular no Japão, colocou linhas de atendimento à disposição do público: (61) 3411-6752 / 6753 / 8804 (8h às 20h) e (61) 3411-6456 (20h às 8h e finais de semana). Consultas poderão ainda ser dirigidas ao endereço eletrônico dac@itamaraty.gov.br.

ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a organização "fará tudo" para ajudá-lo a enfrentar as consequências do desastre.

"O Japão é um dos países mais generosos e um dos grandes benfeitores do mundo. Faremos tudo o que pudermos para ajudá-lo neste momento", afirmou. "O mundo está sob o impacto das imagens que chegam do Japão", disse Ban, que leu em inglês e em japonês sua mensagem de condolências.

O principal responsável da ONU declarou também que as equipes de coordenação e de assistência humanitária do organismo internacional "estão preparadas" para ajudar o Japão.

Europa

A União Europeia (UE) também transmitiu suas condolências ao povo japonês e expressou sua disposição de ajudar o governo a enfrentar as consequências do desastre.

Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, José Manuel Durão Barroso e Herman van Rompuy, respectivamente, manifestaram em comunicado conjunto sua "grande preocupação" pelo terremoto, que provocou "inúmeras mortes e graves prejuízos materiais".

"A UE expressa sua solidariedade e suas condolências ao povo japonês neste momento difícil, e está preparada para ajudar o Japão de qualquer forma possível, caso seja necessário", acrescentaram os dirigentes do bloco europeu.

O primeiro-ministro do Reino Unido, James Cameron, afirmou em sua chegada à cúpula de líderes europeus realizada nesta sexta-feira em Bruxelas que o terremoto representou "uma terrível demonstração do poder destrutivo da natureza".

"Nosso governo verá que pode fazer para ajudar", acrescentou Cameron, seguindo a mesma linha do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que manifestou "a disponibilidade da França de ajudar os japoneses".

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse ter sentido "profunda comoção" ao ver as imagens fa tragédia no Japão e disse que o país está disposto a "prestar toda a assistência e ajuda possível ao governo japonês".

O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse que recebeu a notícia com "dor na alma" e ofereceu ajuda ao Japão, além de condolências às famílias das vítimas.

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, também declarou em comunicado divulgado nesta sexta-feira seu apoio ao governo japonês, ao povo do país e aos parentes das vítimas desta "inimaginável tragédia".

Buzek afirmou esperar que os altos padrões dos edifícios e da infraestrutura japonesa, assim como a preparação do povo japonês para os terremotos, "tenham conseguido minimizar os danos e as mortes".

China

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, expressou suas condolências e ofereceu o envio de equipes de resgate ao país vizinho.

Pouco antes, o órgão consultivo chinês expressava suas condolências ao Japão através de seu porta-voz, Zhao Qizheng.

"Estamos profundamente preocupados com o bem-estar da população afetada e esperamos que possam superar esta situação difícil o mais rápido possível", assinalou Zhao, em declarações publicadas pela agência Xinhua.

A Cruz Vermelha da China está convocando seus profissionais voluntários para que se disponham a partir a qualquer momento com destino ao Japão para ajudar no atendimento médico.

México

O governo mexicano expressou "consternação" pelo terremoto no Japão e disse que o país está "atento e disposto a ajudar neste momento difícil".

A embaixada do México em Tóquio "transmitiu ao governo japonês a disposição de apoio e se mantém atenta às necessidades dos mexicanos residentes nesse país, principalmente nas zonas mais afetadas", afirma um comunicado.

Com AP, EFE e AFP

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