Japão emite alerta de tsunami e pede que moradores deixem áreas costeiras

A agência de meteorologia do Japão emitiu um alerta para tsunami neste sábado, após o forte terremoto que atingiu o Chile. As autoridades acreditam que ondas de três metros podem atingir a costa do país na madrugada de domingo, e pediram que os moradores se refugiem em terrenos elevados.

iG São Paulo |


O alerta é máximo em três cidades do norte (Aomori, Iwate e Miyagi), enquanto no resto do litoral japonês do Pacífico o alerta é laranja, com risco de ondas de até dois metros.

Na Rússia, o alerta de tsunami levou à evacuação dos habitantes do litoral da península de Kamtchatka e das Ilhas Sakhalinas, onde são esperadas ondas de até dois metros, segundo a agência RIA Novosty, que cita fontes oficiais.

O tremor de 8.8. graus que atingiu o Chile provocou um tsunami no Oceano Pacífico e deixou países asiáticos, a América do Sul e o Havaí em alerta.

No Chile, o tsunami atingiu a cidade costeira de Talcahuano e deixou cinco mortos e 11 desaparecidos na ilha de Robinson Crusoé , no arquipélago de Juan Fernádez, localizado a 600 quilômetros da costa.

O Havaí foi atingido pelo tsunami no início da noite de sábado (horário de Brasília), mas as ondas chegaram a uma altura máxima de um metro, menos que o esperado pelas autoridades (2,4 m). Por volta das 21h15, o alerta para o Havaí foi cancelado .

Destruição

O terremoto teve seu epicentro a 35km de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320km ao sul de Santiago. Na capital chilena, o tremor arrancou varandas de edifícios, derrubou pontes, deixou fábricas em chamas e moradores desabrigados e sem eletricidade e sistema telefônico. Além disso, pelo menos três hospitais desabaram.

Em Concepción, cerca de 400 quilômetros ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais. Fendas se abriram nas ruas da cidade, uma das mais atingidas pelo terremoto. "Há uma enorme quantidade de danos que não sabemos a exata dimensão", afirmou a presidente do Chile, Michelet Bachelet.


Com BBC, Reuters, EFE e AP

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