Tóquio, 5 mar (EFE).- Os negociadores dos Estados Unidos e do Japão para a disputa nuclear com a Coreia do Norte advertiram hoje ao regime de Pyongyang que o eventual lançamento de um míssil ou satélite violaria as resoluções da ONU, informou a agência Kyodo.

O novo representante especial americano para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, e seu colega japonês, Akitaka Saiki, reuniram-se hoje em Tóquio para reafirmar sua postura comum sobre a desnuclearização de Pyongyang, segundo fontes oficiais japonesas.

Um porta-voz do Ministério de Exteriores japonês indicou que os dois Governos, que fazem parte das negociações multilaterais para a desnuclearização de Pyongyang, concordam em que o lançamento de um projétil por parte do regime comunista violaria as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Pyongyang admitiu na semana passada que está preparando o lançamento de um satélite de comunicações, mas Seul acredita que se trata, na realidade, de um míssil de longo alcance Taepodong-2, similar ao que disparou em 2006.

Em ambos os casos, o Japão e os EUA acham que esse lançamento violaria os acordos da ONU e que deveriam coordenar uma resposta, segundo as fontes oficiais japonesas, que não deram mais detalhes.

O negociador americano, que não compareceu perante a imprensa, expressou ao Japão sua compreensão acerca da necessidade de resolver o caso dos sequestros de cidadãos japoneses por parte da Coreia do Norte nas décadas de 70 e 80.

Bosworth chegou hoje a Tóquio depois de se reunir, em Pequim, com as autoridades chinesas, anfitriões das negociações multilaterais para a desnuclearização norte-coreana, do qual também fazem parte as duas Coreias, Japão, EUA e Rússia.

Em Pequim, o negociador americano disse, depois de se reunir com as autoridades chinesas, que Washington e Pequim concordam em que "não é uma boa ideia" que a Coreia do Norte torne realidade sua ameaça de lançar um míssil.

Bosworth comentou ontem também que, "do ponto de vista dos Estados Unidos, não vemos uma distinção" entre um satélite ou um míssil, a mesma posição do Japão, que sugeriu, além disso, que poderia derrubar o projétil com seu escudo antimísseis. EFE psh/an

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