Japão e EUA afinam posições sobre proteção nuclear americana

Tóquio, 18 jul (EFE).- Japão e Estados Unidos decidiram hoje que farão encontros periódicos para discutir o chamado guarda-chuva nuclear americano sobre o país asiático e outras medidas de dissuasão, informou hoje a agência japonesa Kyodo.

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Essa movimentação é uma mostra da intenção americana de reduzir as crescentes preocupações de segurança do Japão, após a Coreia do Norte realizar seu segundo teste nuclear em maio, de acordo com um representante da parte japonesa nas negociações citado pela "Kyodo".

A medida servirá para ressaltar a importância das conversas bilaterais entre Japão e EUA sobre a eficiência e a confiabilidade do chamado guarda-chuva nuclear, sob o qual os japoneses podem se refugiar, já que não possuem armas nucleares.

A decisão também é considerada um novo passo dos EUA para dissuadir vários membros do governista Partido Liberal-Democrata (PLD), que afirmam que o Japão deveria incluir armamento nuclear em seu arsenal de Defesa.

A questão é controversa no país, que é o único no mundo que foi atacado com bombas nucleares, no final da Segunda Guerra Mundial.

O acordo foi alcançado durante um encontro da Subcomissão de Segurança, no qual participaram altos representantes dos ministérios japoneses e americanos de Defesa e Exteriores, incluído o secretário de Estado adjunto para o Leste Asiático e o Pacífico, Kurt Campbell.

"Vamos começar a realizar várias apresentações muito em breve (sobre o guarda-chuva nuclear), nas próximas semanas. Mas vamos continuar de maneira mais formal mais à frente", disse Campbell em entrevista durante sua primeira visita ao Japão desde que assumiu o cargo.

Sobre a possibilidade de manter um diálogo de cinco lados, sem a participação da Coreia do Norte, para avançar no processo de desnuclearização do regime comunista, Campbell disse que a situação "não estava clara".

"Os EUA disseram que gostariam de ver em algum momento negociações de cinco lados nas circunstâncias adequadas, com a preparação adequada. Não temos certeza de quando seria se isso acontecer", acrescentou. EFE icr/db

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