Japão e China decidem cooperar contra a crise e reforçar laços bilaterais

Tóquio, 13 dez (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, e o chefe do Governo chinês, Wen Jiabao, decidiram hoje que trabalharão conjuntamente contra a crise econômica global e que reforçarão seus laços, apesar das disputas territoriais.

EFE |

Segundo fontes oficiais citadas pela agência "Kyodo", Aso e Wen, que se reuniram de forma bilateral antes de participar de uma cúpula junto com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, falaram sobre os dois navios de inspeção chineses que entraram esta semana em águas próximas às ilhas Senkaku (sul do Japão).

Aso reclamou da intrusão e a qualificou de "verdadeiramente lamentável", mostrou preocupação com os efeitos deste último movimento nas relações bilaterais entre China e Japão, e pediu a Wen que tome medidas para evitar que se repitam episódios parecidos.

Wen disse que as ilhas atualmente administradas pelo Japão são "território chinês desde tempos antigos", mas indicou o desejo da China de solucionar esta disputa mediante conversas diplomáticas, sem que fiquem prejudicadas as relações bilaterais de amizade.

Dois navios de inspeção chineses entraram na segunda-feira passada em águas próximas às ilhas Senkaku, administradas pelo Japão, segundo os serviços japoneses da Guarda Costeira.

Sobre a crise econômica, Aso ressaltou a importância de trabalhar junto com as outras duas maiores economias asiáticas, China e Coréia do Sul, enquanto Wen destacou os efeitos positivos do aumento de troca de divisas entre os três países, anunciada ontem.

Sobre a cúpula a seis lados realizada na semana passada em Pequim, Aso lamentou o fracasso da última rodada e desejou boa sorte à China como organizadora do processo de diálogo para a desnuclearização da Coréia do Norte.

Os dois líderes manifestaram também seu desejo de seguir trabalhado para conseguir desenvolver a exploração conjunta de gás no Mar da China Oriental, segundo a "Kyodo".

Wen convidou Aso a visitar a China e o primeiro-ministro japonês disse que faria a viagem no "momento apropriado", segundo fontes oficiais. EFE icr/an

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