Japão diz que não pagou resgate pela libertação de jornalista no Afeganistão

Porta-voz de Governo gradeceu a ajuda das autoridades de Cabul no processo

EFE |

O Governo japonês assegurou hoje que não pagou um resgate pela libertação do jornalista freelancer japonês sequestrado no Afeganistão desde março passado, Kosuke Tsuneoka, informou a agência japonesa "Kyodo".

O porta-voz de Governo, Yoshito Sengoku, negou em entrevista coletiva que se tenha feito um pagamento por parte do Governo do Japão para libertar Tsuneoka, neste sábado, e agradeceu a ajuda das autoridades de Cabul no processo.

Tsuneoka, de 41 anos, cujo estado de saúde é bom, foi libertado no sábado em Kunduz após cinco meses de cativeiro, e espera-se que aterrisse no Japão na noite desta segunda-feira.

Em junho, fontes das forças de segurança afegãs disseram que o talibã pediu ao Governo afegão o pagamento de um resgate por Tsuneoka e que tinham sido iniciadas negociações no valor de várias centenas de milhares de dólares.

Segundo a agência afegã "AIP", a libertação do jornalista aconteceu graças às negociações com um comandante talibã local, embora a Embaixada japonesa em Cabul tenha assegurado que a afiliação dos sequestradores não está clara.

A agência de notícias assegurou que Tsuneoka foi liberado porque é muçulmano e os sequestradores queriam que comemorasse o fim do Ramadã com sua família.

Por enquanto, nenhum grupo insurgente assumiu a autoria do sequestro, enquanto Tsuneoka assegurou através de sua conta da rede social Twitter que seus sequestradores são "um grupo de facções armadas corruptas". Na opinião do repórter, o grupo tinha-se feito passar por talibã para "tentar extorquir" o Governo japonês.

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