Japão divulga imagens de usina nuclear no dia do tsunami

Fotos mostram complexo tomado pela água em 11 de março, dia em que terremoto causou danos ao sistema de resfriamento

iG São Paulo |

A Tokyo Electric Power Co. (Tepco), empresa que opera a usina nuclear de Fukushima, no Japão, divulgou neste sábado imagens do complexo nuclear momentos antes e momentos depois da passagem do terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em 11 de março.

A primeira das imagens abaixo mostra a usina momentos antes da passagem do tsunami, tendo sido tirada no próprio dia 11 de março. A segunda imagem mostra o mesmo local do complexo nuclear tomado por água, após as ondas do tsunami atingirem Fukushima.

O terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 11 de março afetou os sistemas de resfriamento das usinas, levando os técnicos a bombear água do mar para dentro dos reatores com o objetivo de evitar o superaquecimento.

Diversas técnicas tentaram conter vazamentos de radioatividade, mas apenas nesta semana a Tepco anunciou um resultado bem-sucedido. A empresa injetou agentes químicos que solidificaram o solo perto de uma rachadura que permitia o derramamento de água radioativa para o oceano.

Também nesta semana, a empresa começou a injetar nitrogênio no contâiner que abriga um dos reatores. A Tepco afirmou que a injeção de nitrogênio tem o objetivo de impedir explosões de hidrogêneo como as registradas no início da crise nuclear em Fukushima. Segundo a empresa, não há risco imediato de novas explosões e o processo será feito como precaução.

A companhia disse que ainda precisa liberar no oceano cerca de 11,5 mil toneladas de água com baixo nível de radiação, por falta de espaço para armazenar o líquido. O Japão pediu à Rússia autorização para usar o navio russo Landysh, chamado em japonês de Suzuran, uma das maiores plataformas de tratamento de líquido radioativo do mundo.

A embarcação, utilizada pela Rússia para desativar submarinos nucleares no porto de Vladivostok, no leste do país, é capaz de processar 35 metros cúbicos de líquido radioativo e 7 mil metros cúbicos por ano. A agência nuclear russa, Rosatom, disse que está trocando informações com as autoridades japonesas a respeito dessa possibilidade.

Devido ao alto nível de radiação na área, só a partir de setembro os edifícios que contêm os reatores nucleares devem começar a ser cobertos com placas especiais de metal, disse uma fonte do governo japonês.

Com AP e BBC

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