Japão detecta radiação elevada em arroz na região de Fukushima

Foram detectatados altos níveis de césio radioativo nas plantações de cinco fazendas da região

EFE |

AFP
Sacos de arroz do tipo em que radiação foi detectada são vistos em mercado na cidade de Fukushima, Japão (17/11)
As autoridades da Província de Fukushima, no Japão, afetada desde março pelos efeitos do acidente nuclear da usina Daiichi , detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região, informa neste sábado a rede de televisão pública NHK.

As análises foram realizadas após as autoridades anunciarem na semana passada que estudariam proibir a distribuição de arroz em toda a província, ao se detectar uma porção de arroz contaminada com césio radioativo no distrito de Oonami, a 56 quilômetros da usina nuclear danificada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu o nordeste do Japão em março .

Leia também: Japão estuda proibir venda de arroz de Fukushima após detectar césio

As últimas amostras contaminadas também procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 becquerels de césio radioativo por quilo, muito acima do limite máximo de 500 becquerels por quilo estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Os testes são acompanhados com atenção pela população do Japão, onde o arroz faz parte da base da dieta nacional, com um consumo per capita de 85 quilos em 2009, segundo os dados mais recentes do Ministério da Agricultura.

O acidente no complexo nuclear de Fukushima forçou a remoção de mais de 80 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros da usina por causa da radioatividade, que causou também graves impactos à indústria agrícola, criação de gado e pesca da região.

Em julho, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.

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