Japão detecta alta radiação nas zonas de evacuação de Fukushima

Maiores níveis de radiação foram detectados na cidade de Futaba, a cerca de 19 quilômetros da usina afetada pelo tsunami de 2011

EFE |

AP
Prédio danificado de Reator 4 é visto na usina de Fukushima, Japão
O Ministério de Meio Ambiente japonês detectou altos níveis de radiação nos municípios da região de evacuação decretada em torno da central de Fukushima, epicentro da crise nuclear, informou neste sábado a agência local "Kyodo".

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Segundo os resultados dos testes recolhidos entre o dia 7 de novembro e 16 de janeiro, os maiores e menores níveis de radiação foram detectados na cidade de Futaba, a cerca de 19 quilômetros da usina, com leituras em dois pontos concretos de 470 e 5,8 milisievert anuais, respectivamente.

O governo japonês estabeleceu uma zona de evacuação de 20 quilômetros ao redor da central de Fukushima Daiichi pelo temor aos efeitos de alta radioatividade na população. Além disso, segundo o relatório preliminar apresentado na sexta-feira pelo Ministério, em muitos pontos ao norte e noroeste da unidade se apresentaram níveis de até 50 milisievert anuais.

O governo japonês estabelece o limite de 50 milisievert anuais para as zonas declaradas inabitáveis por alta radiação, enquanto aquelas com níveis entre 20 e 50 milisievert anuais são áreas de risco e as de menos de 20 são áreas nas quais os residentes podem retornar gradualmente a seus domicílios. Espera-se que o ministério de Meio Ambiente emita um relatório completo no final de março, com dados que o governo utilizará para poder reclassificar em abril as zonas de evacuação de acordo com as leituras registradas, detalhou a "Kyodo".

O terremoto e o tsunami que no dia 11 de março do ano passado assolaram o nordeste do país deram lugar à pior crise nuclear dos últimos 25 anos na unidade de Fukushima Daiichi, cujas emissões radioativas obrigaram a evacuação de cerca de 80 mil moradores e afetou gravemente agricultura, pecuária e pesca local.

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