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Japão desenterra armas químicas da Segunda Guerra Mundial em solo chinês

Pequim, 13 dez (EFE).- Uma comissão japonesa está começando a tentar desenterrar todas as armas químicas abandonadas durante a Segunda Guerra Mundial em território chinês, informou a agência oficial Xinhua.

EFE |

As armas estão enterradas na zona de Harbaling, pertencente à província nortista de Jilin, mas não se sabe o número total de artefatos e o alcance da escavação.

O Ministério de Assuntos Exteriores chinês comemorou o início destes trabalhos, que - disse - "marcam um progresso real do Japão" para acabar com a ameaça representada pelas armas para a população e o meio ambiente.

O Governo chinês supervisionará as tarefas e fornecerá a assistência necessária durante a escavação, afirmou o ministério.

A comissão foi enviada pelo Executivo japonês de acordo com a Convenção para a Proibição de Armas Químicas assinado por China e Japão em 1999, que também contemplava a retirada das armas abandonadas.

Segundo as estatísticas oficiais de Pequim, o Japão deixou pelo menos 2 milhões de armas químicas no solo de 15 províncias chinesas no final da Segunda Guerra Mundial, a maior parte delas na zona mais setentrional do país, que compreende as regiões de Heilongjiang, Jilin e Liaoning.

As duas potências asiáticas ainda têm feridas não fechadas pela guerra que mantiveram entre 1937 e 1945, e mostram desacordos em temas geoestratégicos, como a pretensão de Tóquio de ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e o exploração de jazidas de hidrocarbonetos no Mar da China Oriental.

Desde seu restabelecimento, em 1972, as relações políticas entre China e Japão estiveram em meio à constante tensão por causa de desavenças históricas, sociais e políticas, que, no entanto, não impediram a força dos laços econômicos e comerciais. EFE gmp/an

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