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Japão declara que Ilhas Curilas são parte inalienável de seu território

Moscou, 13 abr (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Japão declarou hoje que as quatro Ilhas Curilas do Sul, sob domínio russo desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), são parte ancestral e inalienável de seu território.

EFE |

"O Japão defende o princípio de que as ilhas (Curilas do Sul) são parte ancestral e inalienável de seu território", afirmou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores japonês, Kazuo Kodama, às agências russas.

O diplomata fez estas afirmações durante a visita do ministro de Assuntos Exteriores japonês, Masahiko Koumura, que se reunirá amanhã com o chanceler russo, Serguei Lavrov.

"Esperamos incentivar a parte russa a se sentar à mesa de negociações e começar a discutir esse assunto", disse.

O porta-voz da Chancelaria japonesa também expressou sua esperança de que os dois ministros "consigam progressos concretos no que se refere à assinatura de um tratado de paz", que substitua o armistício que rege as relações bilaterais desde o fim da Segunda Guerra.

Tanto o atual primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, quanto seus antecessores, Shinzo Abe e Junichiro Koizumi, defenderam o início das negociações para resolver o problema da soberania das Ilhas Curilas do Sul.

O Japão quer a devolução do arquipélago, sob domínio russo desde 2 de fevereiro de 1946, enquanto a Rússia insiste em assinar primeiro o tratado paz, para depois normalizar as relações bilaterais.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a soberania russa sobre as Ilhas Curilas é "inquestionável", mas também se mostrou "disposto" a conseguir "uma solução negociada que satisfaça os povos e os Governos dos dois países".

Aparentemente, a Rússia está disposta a falar sobre a exploração conjunta dos recursos do arquipélago, cujas reservas em matérias-primas são estimadas em US$ 45 bilhões.

Pouco menos de 20 mil pessoas habitam atualmente as ilhas - metade da população de 1991 -, devido ao rigor do clima e ao convencimento de que, cedo ou tarde, as Ilhas Curilas acabarão voltando a ser território japonês. EFE io/wr/an

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