Japão confirma que 648 vacas foram alimentadas com ração radioativa

O governo de Fukushima pediu a seus criadores de gado que parem de distribuir carne

EFE |

Reuters
Gado que cresceu na Província de Fukushima é apresentado para leilão em Motomiya, Fukushima, Japão (12/07)
As autoridades do Japão confirmaram que pelo menos 648 vacas foram alimentadas com forragem contaminada pelas emissões da usina nuclear de Fukushima, o que aumentou a preocupação pela distribuição de carne com césio radioativo, informou nesta terça-feira a agência Kyodo.

Nas últimas horas, foram detectados 505 novos casos de animais alimentados com forragem contaminada, que se somam aos 143 analisados desde 10 de julho, quando pela primeira vez foram registrados níveis desse isótopo radioativo acima dos permitidos na carne de seis vacas procedentes de Fukushima.

O governo de Fukushima pediu a seus criadores de gado que parem de distribuir carne por enquanto. Após a confirmação dos casos, o Executivo japonês proibiu a partir desta terça-feira a comercialização da carne dessa província .

Dos 505 novos casos, 411 procedem de sete fazendas na Província de Fukushima, onde se situa a usina danificada gravemente pelo tsunami e o terremoto de 11 de março. A forragem de uma desses sete locais, situado em Motomiya, 57 quilômetros ao noroeste da usina, continha 690 mil becquerels de césio por quilo, 1.380 vezes o limite permitido pelo governo japonês e a máxima concentração registrada até o momento.

Outras 24 vacas das detectadas nesta segunda-feira foram criadas na Província de Niigata (noroeste) e alimentadas com forragem da Província de Miyagi, que faz fronteira com Fukushima, enquanto as 70 restantes procedem de quatro fazendas da Província de Yamagata, também ao norte de Fukushima.

A carne dessas 505 vacas foi distribuída em pelo menos 38 das 47 províncias japonesas, segundo a agência "Kyodo". O Ministério da Saúde do Japão, porém, indicou que a ingestão de carne com níveis de césio radioativo superiores ao limite fixado pelo governo não afeta seriamente a saúde.

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