A Corte Suprema do Japão decidiu manter a pena de morte ao ex-membro da seita Verdade Suprema Tomomitsu Niimi pela participação em 11 crimes, entre eles o ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995, que matou 12 pessoas.

Com a confirmação da pena de morte para Niimi, de 45 anos, já são dez as penas de morte aplicadas pelo Supremo para outros vários membros responsáveis da Verdade Suprema, entre eles a do fundador da seita, o guru Shoko Asahara, cujo nome real é Chizuo Matsumoto.

Niimi era considerado o "ministro do Interior" do grupo e foi condenado à morte em primeira instância em junho de 2002 pelo Tribunal Distrital de Tóquio, que o considerou responsável pela morte de 26 pessoas entre 1989 e 1995.

Entre os assassinatos a ele atribuídos estão o do advogado Tsutsumi Sakamoto, que trabalhava contra as atividades da seita, e o de sua família em 1989 na cidade de Yokohama, vizinha a Tóquio.

Niimi também estava envolvido nos ataques com gás sarin na Prefeitura de Nagano (centro do Japão) em 1994 e no metrô de Tóquio em 1995 que mataram sete e 12 pessoas, respectivamente.

A Justiça japonesa ainda deve decidir sobre as apelações contra as penas de morte de três antigos membros daquela seita.

A Verdade Suprema (Aum Shinrikyo em japonês) é considerada uma organização terrorista nos Estados Unidos e na União Europeia, mas não no Japão. O país asiático não ordenou a dissolução nem a proibição da seita, apesar das denúncias das vítimas do ataque no metrô.

Atualmente, a seita subsiste com o nome "Aleph" e seus responsáveis asseguram que as doutrinas se baseiam no budismo e na ioga.

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