Japão aprova indenização para moradores de Fukushima

Famílias retiradas em consequência da crise nuclear pós-terremoto em 11 de março receberão cerca de R$ 19,6 mil

iG São Paulo |

AFP
Carros arrastados pelo tsunami de 11 de março ficaram em cima das casas na cidade de Kesennuma; governo japonês aprova primeira parte de indenizações
O governo japonês aprovou nesta sexta-feira o plano da Tokyo Electric Power Company (Tepco) para pagar uma primeira compensação de 1 milhão de ienes (US$ 12,4 mil ou cerca de R$ 19,6 mil) às famílias retiradas da região do complexo nuclear de Fukushima Daiichi, pós-terremoto de 11 de março.

Segundo a agência Kyodo, o valor anunciado pela empresa que administra a central de Fukushima Daiichi tem caráter provisório, já que a Tepco deverá disponibilizar um volume muito maior de compensações no futuro devido ao mais grave acidente nuclear da história do Japão. Os lares de apenas um membro receberão ajuda de 750 mil ienes (US$ 9,3 mil ou R$ 14,7 mil).

Banri Kaieda, ministro da Economia, assegurou nesta sexta-feira que antes do fim do mês serão indenizadas as pessoas que viviam a uma distância de até 30 quilômetros da usina nuclear, o que engloba um total de 48 mil famílias.

Cerca de 80 mil pessoas que moravam a menos de 20 quilômetros da usina já foram retiradas de suas casas, enquanto o governo aprovou na segunda-feira um novo plano para retirar outras 115 mil em outras localidades próximas à central.

Esse primeiro plano de compensações fará a Tepco desembolsar aproximadamente 50 trilhões de ienes (US$ 620 bilhões ou R$ 981,7 bilhões), segundo informações de Kaieda. O governo pediu que a Tepco forme um grupo de trabalho para estudar um programa de indenizações, cujos fundos podem ser deduzidos dos lucros da empresa elétrica durante mais de uma década, segundo a imprensa japonesa.

O anúncio da Tepco acontece após uma força tarefa do governo começar um estudo sobre como compensar as pessoas afetadas pelo desastre nuclear.

Enquanto isso, as tropas de autodefesa do Japão continuam as buscas por corpos. Até agora, o número de mortos é de 13.538. Outros 14.589 continuam desaparecidos. A tragédia deixou também mais de 150 mil desabrigados.

*Com EFE e BBC

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