Japão anuncia ajuda de US$ 17 bi a países asiáticos

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, disse neste sábado que seu país está disposto a oferecer um pacote de 1,5 trilhão de ienes (cerca de US$ 17 bilhões, ou R$ 39 bilhões) para ajudar os países asiáticos a combater os efeitos da crise econômica mundial. Durante pronunciamento no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, Aso disse que o Japão está pronto para oferecer uma ajuda de pelo menos 1,5 trilhão de ienes, ou cerca de US$ 17 bilhões no total.

BBC Brasil |

O montante previsto será gasto em um período de três anos em projetos de infra-estrutura e na promoção do comércio, com o objetivo de estimular o crescimento regional.

"Será necessário fortalecer a cooperação regional em direção ao fortalecimento do potencial de crescimento asiático e da expansão da demanda doméstica", disse Aso.

Em seu pronunciamento, o líder japonês também pediu aos países ricos que ajudem as nações menores e alertou contra os perigos do protecionismo. "Vamos lutar contra qualquer tipo de protecionismo", afirmou Aso.

Os bancos asiáticos têm resistido à crise financeira melhor do que seus equivalentes na Europa ou nos Estados Unidos.

No entanto, as economias da região fortemente dependentes de exportações foram afetadas pela redução da demanda mundial.

Indústria e emprego

A economia japonesa foi duramente afetada pela crise mundial. O governo já liberou pacotes de ajuda no valor de bilhões de dólares para estimular a economia doméstica e ajudar empresas afetadas pela crise mundial.

Na sexta-feira, o governo japonês anunciou que a produção industrial em dezembro de 2008 teve uma queda histórica de 9,6% em relação ao mês anterior.

Segundo o ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, esta foi a maior contração já registrada desde 1953, quando o levantamento começou a ser feito pelo governo.

O índice de desemprego registrado em dezembro também foi recorde, com aumento de 0,5 ponto percentual, chegando a 4,4%. Segundo o Ministerio de Assuntos Internos e Comunicações, este é o maior aumento mensal no índice desde março de 1967.

Ainda na sexta-feira, a NEC, maior fabricante de computadores do Japão, anunciou a demissão de 20 mil funcionários até março de 2010, e a Hitachi disse que vai cortar 7 mil empregos nas fábricas de eletrônicos e de equipamentos para veículos.

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