Tóquio, 19 mar (EFE).- O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, sugeriu hoje que seu país imporá novas sanções à Coreia do Norte caso realmente realize o lançamento de um míssil, apesar da condenação internacional, segundo noticiou a agência local Kyodo.

Perante a Comissão Orçamentária do Senado, Aso disse que o Japão tomará uma decisão "com a intenção de aumentar as sanções" ao regime comunista norte-coreano, algo que, segundo ele, dependerá de vários fatores.

A Coreia do Norte "não deve tomar medidas que aumentem a tensão e ponham em risco a paz regional e a estabilidade", apontou o premiê, que frisou que seu país transmitiu oficialmente sua posição a Pyongyang através da Embaixada do Japão em Pequim.

O regime comunista anunciou na semana passada que lançará um satélite entre 4 e 8 de abril, mas investigadores sul-coreanos acreditam que pode se tratar de um míssil de longo alcance.

Japão, Coreia do Sul e EUA acham que um eventual lançamento norte-coreano, seja de um míssil ou de um satélite, violaria a resolução 1718 do Conselho de Segurança da ONU, pois a tecnologia usada em ambos os casos é similar.

O Ministério da Defesa japonês já expressou sua vontade de interceptar o projétil de longo alcance norte-coreano caso considere o lançamento uma ameaça a seu território.

Perante a comissão do Senado, Aso disse hoje que, na hora de dar a resposta, o Japão levará em conta se a Coreia do Norte lançará um satélite ou um míssil, como o Conselho de Segurança agirá e a posição norte-coreana sobre os sequestrados japoneses.

O Japão tem atualmente em vigor sanções econômicas contra o regime da Coreia do Norte, que são prorrogadas a cada seis meses e que foram impostas desde o teste nuclear feito em outubro de 2006.

EFE psh/rr

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