Japão adota polêmico orçamento extra

Os deputados japoneses aprovaram nesta quarta-feira de forma definitiva um projeto de orçamento suplementar anteriormente rejeitado pelo Senado, que inclui diversas medidas anticrise muito controversas, entre as quais ajudas financeiras diretas às famílias.

AFP |

O Partido Liberal democrata (PLD, direita, no poder), teve de utilizar a maioria dos dois terços que possui na Câmara dos Deputados para forçar a adoção deste texto apesar da recusa do Senado, controlado pela oposição.

Este orçamento suplementar de 4,8 trilhões de ienes (40 bilhões de euros) foi votado na ausência de dois deputados da maioria, entre eles o ex-primeiro-ministro muito popular Junichiro Koizumi.

A medida mais controversa deste orçamento é uma ajuda em dinheiro líquido que será feita a cada família no Japão, para, segundo os idealizadores do projeto, promover o consumo na segunda maior economia mundial.

Esta aplicação única atingirá, por exemplo, 64.000 ienes (535 euros) para um casal com duas crianças, ou 12.000 ienes para uma única pessoa.

Segundo os críticos, esta medida de um custo total de doi trilhões de ienes (17 bilhões de euros) constitui um gasto de dinheiro público e uma grande estratagema do impopular primeiro-ministro Taro Aso para comprar eleitores antes das legislativas, previstas para no máximo até setembro.

Entre outras medidas adotadas estão empréstimos a trabalhadores desempregados e ajudas financeiras para bancos em dificuldades.

kdf/lm/fp

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